Jornalista
Uma das mais visitadas capitais europeias, Amsterdã está adotando uma política rígida para conter o excesso de turistas. A cidade decidiu barrar a construção de novos hotéis e limitar a 20 milhões de pernoites de turistas por ano, ou seja, cerca de 54,7 mil diárias. De acordo com a prefeitura local, o objetivo é preservar a qualidade de vida dos residentes e visitantes.
A nova regulamentação não vai afetar projetos hoteleiros já aprovados. Com isso, hotéis que estão sendo construídos ou que foram adicionados ao planejamento urbano antes da apresentação das novas regras podem prosseguir. A política hoteleira, que já era considerada restrita pelo governo, permitiu apenas três novos planos desde 2017, mas atualmente há 26 empreendimentos em andamento.
O governo local determinou ainda que novos hotéis só podem ser construídos se substituírem outros que fecharem. O objetivo é que não haja aumento no número total de acomodações disponibilizadas. Além disso, novos empreendimentos devem oferecer melhorias significativas em termos de sustentabilidade e modernidade. A prefeitura incentiva ainda que os novos hotéis se localizem fora do centro da cidade para redistribuir o fluxo de turistas.
Segundo a prefeitura, a decisão está alinhada com a iniciativa popular “Amsterdã tem escolha”, que emergiu após 30 mil moradores da cidade assinarem um pedido para controlar o fluxo de visitantes. Em 2023, Amsterdã registrou 20,6 milhões de pernoites em hotéis, o que não inclui aluguéis de temporada, albergues no estilo bed and breakfast e diárias em cruzeiros.
Outras medidas já aplicadas
Ainda no ano passado, a Capital holandesa começou a intensificar a implementação de restrições para gerenciar o turismo e melhorar a convivência urbana. Em maio de 2023, a prefeitura estipulou uma multa de até 100 euros após tornar ilegal consumir cannabis pelas ruas centrais da cidade. Além disso, também foram introduzidas multas por comportamentos como urinar em público, descarte de lixo no chão e poluição sonora, enquanto tenta combater o ‘turismo incômodo’ que tem sido objeto de debate desde 2021.
