
Por Jézica Bruno, de Londres.
Lojas que vendem produtos não essenciais poderão reabrir a partir da próxima segunda-feira (15) na Inglaterra, desde que sigam diretrizes de segurança exigidas pelo governo britânico. O anúncio, feito pelo secretário de Negócios Alok Sharma, inclui lojas de rua, lojas de departamento e shopping centers.
Com essa flexibilização do lockdown (confinamento), lojas que vendem roupas, sapatos e brinquedos, livrarias, estúdios de fotografia, varejistas de eletrônicos, casas de leilão e outras lojas de departamento poderão abrir suas portas novamente. Porém, o período de confinamento ainda não foi encerrado e clientes e funcionários devem ser mantidos em segurança.
Em função disso, os varejistas deverão tomar algumas medidas de precaução com o público, o que inclui a limitação do número de clientes de uma só vez dentro das lojas e colocar coberturas para proteção em itens maiores. Além disso, é exigida uma frequente verificação e limpeza de objetos e superfícies.
Todos os empregadores também devem exibir um aviso nas vitrines ou fora das lojas para mostrar a seus funcionários, clientes e outros visitantes que eles estão seguindo as orientações do governo.
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Outros negócios importantes para a retomada da economia, como salões de beleza e o setor de hospitalidade, no entanto, permanecem fechados, já que o risco de transmissão nesses ambientes é maior. Pubs também não têm data autorizada para o retorno das atividades.
A abertura das lojas marca a última etapa prevista no roteiro do primeiro-ministro Boris Johnson para reabrir gradualmente partes da economia. “Este é o último passo para o reinício cuidadoso da economia e permitirá que as ruas principais do país voltem à vida”, declarou o secretário Alok Sharma em conferência com a imprensa.
Sob pressão, o governo britânico defende um retorno lento e gradual da economia seguindo cinco testes em um plano apresentado em maio. Com o planejamento, espera-se proteger o sistema nacional de saúde (National Health Service – NHS), reduzir a taxa de mortalidade por COVID-19, diminuir também a taxa de infectados, garantir apoio para a proteção individual dos cidadãos e, por fim, assegurar que as medidas de retorno gradual não contribuam para o aumento das taxas de infecção.
Desde o início da pandemia, o Reino Unido já contabilizou mais de 40 mil mortes por coronavírus, sendo que 62% das mortes registradas ocorreram em hospitais e 31% em casas de repouso. O número de infectados já supera 289 mil pessoas.
