Brasileiras presas injustamente são liberadas de prisão na Alemanha


Chegou ao fim um pesadelo que durou mais de um mês para duas brasileiras presas na Alemanha após as malas terem sido trocadas por bagagens de cocaína no Brasil. Jeanne Paollini e Kátyna Baía, que iam passar férias na Europa, foram liberadas da Penitenciária Feminina de Frankfurt no final da tarde desta terça-feira (11). A informação foi confirmada ao Agora Europa por Chayanne Kuss, advogada das turistas.

“Elas estão bem e muito felizes agora”, disse a profissional. Familiares das brasileiras também estão na Alemanha e acompanharam o momento de saída da prisão. Segundo a advogada, elas foram consideradas inocentes e o processo será arquivado.

A profissional vai se encontrar com as brasileiras na quarta-feira (12) para “definir os próximos passos” do caso. De acordo com Chayanne, o local para onde Jeanne e Kátyna foram após deixar o presídio não será revelado por questões de segurança. 

Jeanne Paollini e Kátyna Baía são amigas há 16 anos e costumavam viajar juntas. A dupla saiu de Goiânia no dia 5 de março rumo à Europa para passar férias. Jeanne é veterinária e Kátyna atua como personal trainer. Elas foram presas no aeroporto de Frankfurt no dia 6 de março após autoridades encontrarem 40 quilos de cocaína nas bagagens com os nomes das brasileiras.

Conforme a advogada, o caso é “sem precedentes”. A liberação aconteceu após a defesa solicitar ao Ministério Público, apresentando provas de que as bagagens com a droga apreendida não pertenciam às brasileiras. Uma investigação realizada pela Polícia Federal do Brasil descobriu o esquema que envolvia uma quadrilha de tráfico de drogas que atuava no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Seis pessoas que trabalhavam no local já foram presas e a investigação continua.

Segundo nota enviada ao Agora Europa, o governo brasileiro “recebeu com satisfação” a notícia e afirmou que realizou “gestões junto às autoridades carcerárias e judiciárias locais para acompanhar o trâmite legal”. Representantes consulares também visitaram Jeanne e Kátyna na prisão ao longo do período em que ficaram reclusas.

Ainda de acordo com o Itamaraty, o Ministério da Justiça e Segurança Pública brasileiro colaborou com as autoridades da Alemanha na resolução do caso. Foram enviados “elementos de prova solicitados pela Justiça alemã por meio dos instrumentos de cooperação jurídica internacional”.

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