Carro em Portugal: confira os custos e como comprar

O método para aquisição de um veículo em Portugal tem muitas similaridades com o processo realizado no Brasil. Primeiro, é preciso que a pessoa tenha o Número de Identificação Fiscal (NIF) luso, que equivale ao CPF brasileiro. Também é necessário um documento de identificação, que pode ser um passaporte válido ou Autorização de Residência (AR). Além disso, o comprador precisa comprovar que mora no país. Neste caso, tanto um atestado de morada quanto, em algumas oportunidades, o próprio AR podem ser aceitos.

Possuir uma carteira de habilitação não é obrigatório para adquirir um carro em Portugal, mas, claro, sem o documento não será possível dirigir o veículo. Se até então esse era um empecilho para quem almeja um meio de transporte próprio no território luso, a partir desta segunda (), não será mais, já que as novas regras no Código da Estrada vão colocar a CNH brasileira no mesmo nível dos documentos europeus em Portugal.

Uma das poucas diferenças na compra em Portugal é o seguro veicular. Enquanto, no Brasil, é opcional, em território luso, é obrigatório. O responsável pelo automóvel precisa sair da loja já com o documento em mãos. Os valores dependem da seguradora contratada, do tipo de veículo e do ano.

Carros populares a partir do ano de 2007, por exemplo, possuem, em média, taxa anual de seguro a partir dos 300 euros, conforme simuladores online. Fatores como a idade do condutor também influencia no preço do seguro, sendo mais alta para pessoas com 30 anos ou menos, prática permitida pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF).

O motorista também precisa pagar, anualmente, o Imposto Único de Circulação (IUC), que equivale ao IPVA brasileiro. O valor depende do modelo e do ano em que o veículo foi fabricado, dentre outros fatores. O montante a ser pago também pode ser simulado online. A média para um carro popular fabricado após o ano de 2017 é de 400 euros.

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Outro processo anual para quem é proprietário de um veículo é a Inspeção Periódica Obrigatória. A medida é válida para quem possui um veículo com mais de quatro anos de uso, a contar da data de fabricação. O valor começa em 31,80 euros, de acordo com portaria publicada no Diário da República (DRE).

Concessionárias, lojas e sites

Os meios para encontrar o carro ideal são as concessionárias, lojas de carros novos ou usados e sites na internet. Além da modalidade de compra à vista, há meios de financiamentos, sejam diretos com as revendas ou em bancos. A necessidade de uma entrada e a porcentagem de pagamento na hora da compra é definida por cada instituição ou loja.

Quando o comprador adquire um veículo já usado, o prazo para fazer a transferência da documentação do proprietário para o novo comprador é de 60 dias. O procedimento pode ser feito online ou nas Lojas do Cidadão. O valor do processo incia em 20 euros e aumenta conforme a circunstância, como o número de transferências e alteração da placa, por exemplo.

Outros custos

Nas maiores cidades portuguesas, como Lisboa e Porto, grande parte das áreas possui estacionamento pago, principalmente nas regiões centrais. A capital lusa, por exemplo, é dividida por zonas, sendo algumas mais caras do que as outras, que vão de 0,80 euros até 3 euros a hora.

O cidadão insere as moedas nos parquímetros ou cartão de acordo com o tempo que pretende estacionar. As máquinas não fornecem troco. O tempo máximo de permanência na vaga é de quatro horas. Nas zonas definidas pretas e castanhas, onde a procura é maior, o tempo de estacionamento é de apenas duas horas. Outra opção são os locais fechados. Em Portugal, os locais destinados a estacionamentos são chamados de parques.

Nas rodovias, conhecidas como autoestradas, é cobrado pedágio, que em Portugal leva o nome de “portagem”. O custo varia conforme o trecho. Para uma viagem de Lisboa ao Porto, por exemplo, o valor é de 22,40 euros, conforme o simulador da Via Verde, concessionária responsável pelos pedágios no país.  

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