Marcelo Rebelo toma posse do segundo mandato como presidente de Portugal

Cerimônia ocorreu com número limitado de participantes, devido Às restrições causadas pela pandemia. Foto: Divulgação / República Portuguesa


A cerimônia de posse do presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, ocorreu nesta terça-feira (9) na Capital portuguesa. Reeleito para um segundo mandato de cinco anos, o presidente chegou a pé para participar do evento no Parlamento. O discurso de posse foi marcado pelas metas para combater os efeitos da pandemia de Covid-19. Sousa elencou algumas principais missões do mandato, a maioria relacionada à crise causada pelo vírus.

“Vivemos em democracia, queremos continuar a viver em democracia e em democracia combater as mais graves pandemias”, declarou Marcelo, que teve 60,7% dos votos na eleição. Pela primeira vez, a população foi às urnas durante estado de emergência, em pleno lockdown decretado para conter a pandemia. 

O social democrata também disse que a prioridade é “desconfinar com sensatez e sucesso”. O plano de desconfinamento, com aprovação do presidente, será apresentado na quinta-feira (11) ao país. Marcelo espera que nos próximos meses, a vacinação tenha ritmo mais ágil, além da redução no número de mortos e infectados com a doença.

Economia e desigualdades sociais

Ainda sobre a pandemia, o presidente reeleito pontuou que será necessário reconstruir a vida das pessoas, “que é tudo ou quase tudo”, citando a importância de manter e aperfeiçoar os apoios financeiros às famílias.

Sousa enfatizou que a recuperação econômica é essencial, mas que não pode deixar de estar acompanhada de medidas para combater desigualdades sociais: “Reconstruí-la só com a economia sem corrigir as desigualdades existentes, é reconstruir menos para todos porque, sobretudo para alguns privilegiados”, afirmou no discurso.

Em relação à imigração, o chefe de estado destacou que é preciso “olhar de frente para as imigrações e refugiados, promover direitos humanos e a paz”. O presidente português mencionou ainda o combate à xenofobia e o mito do “português puro”, promovendo o respeito e tolerância com todos. No primeiro mandato, Sousa sancionou a Lei da Nacionalidade, que facilitou a imigração em Portugal, país que possui 660 mil estrangeiros com autorização de residência.

Após a posse em Lisboa, Sousa viajou para a cidade do Porto, onde participou de celebração religiosa ecumênica, com a participação de representantes de diferentes religiões. Marcelo, que é assumidamente católico, pediu “respeito pelas escolhas de cada um e ao que é diferente”. Ainda nesta semana, ele será recebido pelo papa Francisco no Vaticano, conforme agenda divulgada no site da presidência.

Governo em Portugal

No sistema político português, o presidente é o chefe de estado e responsável por nomear o primeiro-ministro, que possui a responsabilidade de conduzir a política geral do país. Atualmente, António Costa, do Partido Socialista (PS), ocupa o cargo.

Em declaração na posse de Marcelo, o primeiro-ministro desejou “as maiores felicidades no exercício da presidência da república”. Sobre as metas apresentadas no discurso, Costa ressaltou que a “agenda é muito clara, de cooperação institucional e de solidariedade estratégica, que unirá os portugueses”.

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