Covid-19: Portugal registra aumento de casos da variante brasileira


Cientistas detectaram um aumento de 4% nos casos da variante brasileira de Covid-19 no último mês em Portugal. De acordo com relatório do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, a presença da cepa em março era de 0,4%. No mês de abril, passou para 4,3%. O documento relata que o aumento da variante é “considerável”. Os dados foram divulgados pelo instituto nesta quarta-feira (5).

Ainda segundo o relatório, a nova cepa do vírus está presente em 15 dos 18 distritos (divisão das maiores cidades do país). O mesmo documento pontua que a variante está em 40 dos 308 municípios portugueses, considerando a área continental e as regiões autônomas.

A preocupação com a nova variante do Brasil foi um dos motivos que levou Portugal a fechar as fronteiras aéreas com o território brasileiro de 29 de janeiro a 15 abril deste ano. Apesar da proibição das viagens diretas, o governo permitiu voos de repatriamento, além da possibilidade de entrada no território português via escala por outros países europeus.

Em março, o governo estabeleceu a obrigatoriedade de quarentena de 14 dias aos viajantes que chegam do Brasil. No entanto, apenas cidadãos europeus ou estrangeiros com residência foram autorizados a ingressar em Portugal naquele período, o que diminuiu o número de passageiros brasileiros.

Com a retomada dos voos diretos, desde 16 de abril, a lista de permissões foi expandida, como a permissão de viajantes com vistos de estudo ou trabalho, além de reunião familiar. Atualmente, as companhias aéreas operam voos diretos ou semanais entre os dois países. O que continua proibida é a entrada de turistas que embarcam no Brasil.

Atualmente, todos os passageiros autorizados precisam apresentar um teste PCR negativo e obter um certificado de autorização de viagem do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). O documento, implementado em abril, é utilizado para fiscalização da quarentena obrigatória de 14 dias na chegada ao território português.

O isolamento pode ser feito no endereço do viajante ou em local indicado pelas autoridades portuguesas. O descumprimento da medida é considerado crime de desobediência e pode ser punido com multa.

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