Oposição vence eleição municipal em Lisboa


Em uma disputa de votos acirrada, a oposição venceu a eleição municipal em Lisboa deste domingo (26). O candidato Carlos Moedas, da coligação “Novos Tempos”, derrotou o atual prefeito da capital portuguesa, Fernando Medina. A diferença foi de pouco mais de dois mil votos, de acordo com dados oficiais. A apuração se estendeu durante a madrugada. 

Em publicação no Twitter, Moedas agradeceu pelos votos recebidos, repetindo o slogan da campanha “Lisboa agora é novos tempos”, comemorou. A vitória do ex-comissário europeu e filiado ao Partido Social Democrata (PSD) coloca ao fim a liderança do Partido Socialista (PS), que governava a cidade desde 2007. 

Já o atual prefeito, ainda não fez pronunciamento nas redes sociais, mas realizou um discurso aos apoiantes na madrugada, onde afirmou que irá “se empenhar pessoalmente” na transição do mandato. Fernando Medina ainda destacou que “foi um privilégio” governar Lisboa pelos últimos seis anos.

Na capital e também maior cidade do país, a abstenção ficou em aproximadamente 50%. Dos 476.750 inscritos, compareceram nas urnas 242.692. Diferente do Brasil, o voto em Portugal não é obrigatório. No Porto, o segundo maior município português, o atual prefeito, Rui Moreira, de candidatura independente, foi reeleito com 40% dos votos. A abstenção foi ainda maior do que na capital, com menos de 50% dos eleitores nas urnas. O resultado completo dos mais de 300 municípios pode ser conferido aqui.

Segunda eleição do ano em Portugal

Esta foi a segunda eleição deste ano em Portugal. Em janeiro, a população votou para a presidência do país. O presidente Marcelo Rebelo de Sousa foi reeleito para o segundo mandato com 60,7% dos votos.

No sistema político português, o presidente é o chefe de estado e responsável por nomear o primeiro-ministro, que possui a responsabilidade de conduzir a política geral do país. O próximo pleito é o legislativo, marcado para 2023, que irá eleger o novo governo e os deputados.

Os brasileiros que vivem em Portugal podem exercer a democracia através do voto, sendo os cidadãos estrangeiros com mais direito de voto. É permitida a participação tanto para os pleitos municipais, que são abertos à maior parte dos estrangeiros, quanto para as eleições europeias, legislativas e presidenciais. O estatuto é concedido aos brasileiros e brasileiras que possuem Autorização de Residência (AR) há, pelo menos, três anos.

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