Marcelo Rebelo de Sousa é reeleito presidente de Portugal

Segundo mandato de Marcelo começa em março e terá duração de cinco anos.
Foto: Presidência da República / Divulgação


O atual presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, de 72 anos, foi reeleito na eleição deste domingo (24). O político, filiado ao Partido Social Democrata (PSD), de centro-direita, teve 60% dos votos e derrotou outros seis presidenciáveis.  No Brasil, o presidente reeleito também foi o candidato mais votado, com 2.155 votos. A votação esteve disponível para portugueses em dez capitais do país.

Com um mandato sempre acima de 60% de popularidade nos últimos cinco anos, todas as pesquisas apontavam Marcelo reeleito com larga vantagem sobre os demais. A atenção estava na disputa pela segunda posição. De um lado a diplomata Ana Gomes, filiada ao Partido Socialista (PS); de outro o advogado e deputado André Ventura, do Chega, e que concorreu pela primeira vez às presidenciais.

Perto do final da apuração, a socialista ficou em segundo lugar, com uma diferença acirrada de aproximadamente 44 mil votos contra o direitista. Ana Gomes também se tornou a mulher mais votada da história de Portugal.

Como funciona a eleição portuguesa

A abstenção no pleito ficou em cerca de 60%. Para um candidato ser eleito, precisa ter pelo menos 50% dos votos. Na eleição anterior, em janeiro de 2016, Sousa foi eleito com 52% dos votos e derrotou outros quatro candidatos.

A eleição em Portugal tem duas principais diferenças na comparação com o Brasil: o voto é impresso e facultativo. O sistema político português também é diferente do brasileiro. Aqui, o presidente ocupa o cargo de chefe do estado e possui o poder de dissolver o parlamento, enquanto o país é governado pelo primeiro-ministro, que concentra maiores poderes. Atualmente, António Costa, do Partido Socialista (PS), ocupa o cargo.

Eleição na pandemia

A eleição ocorreu no pior momento da pandemia de Covid-19 em Portugal, com mais de seis mil pacientes internados. Neste domingo, dia da votação, o país teve o número mais alto de mortos – 275 pessoas, além de mais 11.721 casos positivos da doença. Apesar das restrições de circulação vigentes, o exercício de voto foi liberado. 

Para tentar evitar aglomerações, o governo deu a possibilidade de os eleitores votarem em dois domingos e criou novas seções eleitorais. A pandemia também impossibilitou eleitores infectados com coronavírus de comparecerem às urnas.

Aqueles que tiveram o diagnóstico positivo até o dia 14 de janeiro tiveram o voto recolhido em casa. No entanto, pacientes infectados após essa data não puderam votar.

Portugal tem 10,8 milhões de eleitores registrados atualmente. Brasileiros que residem no país possuem direito ao voto, desde que peçam o Estatuto da Igualdade e Direitos, concedido há quem mora no território luso legalmente há mais de três anos.

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