Após três semanas fechadas, casas noturnas reabrem em Portugal


Fechadas desde o dia 25 de dezembro, as casas noturnas em Portugal estão autorizadas a reabrir a partir desta sexta-feira (14). As autoridades do país definiram o período de três semanas como um momento de “contenção” em decorrência do aumento de casos da variante Ômicron. Atualmente, a nova cepa do coronavírus é dominante em território português.

O acesso aos locais, no entanto, será restrito às pessoas que apresentarem uma prova negativa de contaminação pela Covid-19. A determinação é válida também para quem está totalmente vacinado. A Direção Geral de Saúde (DGS) divulgou um documento sobre os tipos de testes ou certificados aceitos para entrada nas casas noturnas.

Os frequentadores podem apresentar o resultado de um teste PCR com validade de 72 horas ou antígeno, desde que realizado nas 48 horas anteriores. A novidade está na liberação do acesso para quem realizar autotestes na porta dos estabelecimentos. Segundo o comunicado, nesse caso, a coleta deve ser feita “sob supervisão e verificação dos trabalhadores responsáveis pelo acesso a estes espaços”.

O governo, por outro lado, decidiu dispensar a necessidade de apresentação de exame negativo em duas circunstâncias: para aqueles que já receberam uma dose de reforço de vacina contra a Covid-19 há pelo menos 14 dias e para as pessoas que possuem um certificado de recuperação para a doença emitido na União Europeia (UE). Nesse caso, o período em que a contaminação pelo coronavírus foi registrada deve ser inferior a 180 dias.

O mesmo documento emitido pelo DGS permite que os responsáveis pelos acesso aos locais proíbam a entrada de pessoas “que apresentem sintomatologia compatível com a Covid-19”. Os estabelecimentos ainda devem ser arejados e disponibilizar produtos desinfetantes para as mãos.

Trabalho presencial e retorno das aulas

A partir desta sexta-feira, o trabalho remoto (home office) também deixa de ser obrigatório no país, mas continua sendo recomendado pelas autoridades portuguesas. Ao mesmo tempo, o governo incentiva que os profissionais que voltarem a atuar presencialmente sejam testados, além da adoção de medidas de distanciamento e ventilação nos ambientes.

No início dessa semana, as aulas nas creches e escolas retornaram na modalidade presencial. O governo anunciou a testagem dos profissionais que trabalham nesses espaços, além de defender que as crianças sejam vacinadas contra o vírus. Mais de 300 mil pessoas entre 5 e 11 anos já foram imunizadas em Portugal, de acordo com o último balanço do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Mesmo com as flexibilizações, a administração pública manteve algumas medidas de restrição devido à pandemia. A apresentação de teste negativo, certificado de vacinação ou recuperação para acesso às áreas internas de restaurantes, academias, hotéis, eventos com lugares marcados e espetáculos culturais continua sendo obrigatória.

No caso de viagens internacionais, segue obrigatória a apresentação de um exame negativo para entrada no país por via aérea ou terrestre. A medida é válida para todas as pessoas acima dos 12 anos, mesmo que estejam totalmente vacinadas contra a doença.

O governo também manteve a permissão para entrada de turistas do Brasil. A única exigência é a apresentação de um teste PCR negativo realizado nas 72 horas anteriores ao embarque ou antígeno com validade de 48 horas. As regras de viagem, que atualmente são válidas até 9 de fevereiro, são avaliadas periodicamente. 

Mais de 40 mil casos diários

Pelo segundo dia consecutivo, Portugal teve mais de 40 mil casos confirmados de coronavírus. Foram 40.134 testes positivos nas últimas 24 horas. Ontem, o país registrou o número recorde desde o início da pandemia, com 40.945 novas infecções. Ainda de acordo com o relatório oficial, 22 pessoas morreram em decorrência da doença nas últimas 24 horas.

Nos hospitais, foram registradas 1.699 internações de pacientes com Covid-19, 64 a mais do que no dia anterior. Na mesma data, em 2021, o país tinha 4.240 pessoas hospitalizadas. No momento, 162 pacientes estão sob cuidados intensivos, cinco a menos do que o relatório de quarta-feira (12). Já na comparação com 13 de janeiro do ano passado, há uma diminuição de 434 pacientes graves internados em unidades de tratamento intensivo (UTIs).

Atualmente, quase 90% da população no país está vacinada. A dose de reforço está sendo aplicada em pessoas com mais de 45 anos e também nos maiores de 18 anos que receberam o imunizante Janssen.

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