Recuperados da Covid-19 poderão viajar por seis meses na União Europeia


Residentes da União Europeia (UE) que tenham se recuperado da Covid-19 poderão viajar dentro do bloco até seis meses após terem sido diagnosticados com a doença. A informação deverá estar incluída no “Certificado Covid da UE”, conforme proposta atualizada nesta segunda-feira (31) pela Comissão Europeia.

“As pessoas que recuperaram da Covid-19, que sejam titulares de certificados emitidos em conformidade com o certificado digital Covid da UE, deverão ser dispensadas dos testes aos viajantes ou da obrigação de quarentena durante os primeiros 180 dias após um resultado positivo de um teste PCR”, destaca o documento oficial.

Ainda segundo a proposta, também deverão ser aceitos passageiros que tenham sido infectados com o vírus e recebido apenas uma dose das vacinas que exigem duas aplicações. É o caso da Moderna, AstraZeneca ou Pfizer-BioNTech.

Outra mudança diz respeito aos menores de 16 anos, cuja vacinação ainda não está em vigor, a Comissão propõe que, para manter a “unidade familiar”, as crianças e adolescentes também sejam dispensadas da quarentena. Esta regra só vale, no entanto, caso os pais já estejam imunizados. Os menores de seis anos devem ser isentos de testes.

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Classificação por cores

Na mesma atualização desta segunda-feira (31), está a proposta de que seja utilizado o mapa de cores do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC). Nos países da zona verde, nenhuma restrição será exigida, nem mesmo um teste PCR. Na zona laranja, poderá ser solicitado exame, rápido ou PCR, antes da partida.

Na zona vermelha, os Estados-Membros poderão exigir quarentenas, a não ser que o viajante tenha realizado um teste rápido ou PCR, antes da partida. Na zona vermelha escura, as viagens a turismo devem não são recomendadas. A comissão propõe que seja mantida a exigência de testes e quarentenas.

Freio de emergência

Mais uma mudança proposta pela Comissão Europeia hoje é a de um “freio de emergência”. Os países poderão reiniciar as restrições, mesmo para pessoas imunizadas, caso a situação epidemiológica “se deteriore rapidamente ou se tiver sido comunicada uma elevada prevalência de variantes”.

Ainda no comunicado, os líderes europeus apelam para uma abordagem “segura e coordenada”, para que as mesmas regras sejam seguidas por todos os países do bloco. Mesmo com a recomendação, cada nação é soberana para decidir como irá implementar o certificado.

“Queremos garantir que podemos avançar no sentido da reabertura das nossas sociedades nas próximas semanas, de forma segura e coordenada”, declarou Stela Kyriakides, comissária europeia da Saúde.

O Parlamento Europeu irá votar a proposta atualizada da comissão entre os dias 7 a 10 de junho. Depois, será feita a adoção formal do novo regulamento e a publicação oficial no Diário Oficial da UE.

A previsão dos líderes europeus é que os certificados entrem em vigor no dia 1° de julho. Os documentos serão emitidos pelos países que fazem parte da União Europeia. O sistema para leitura dos certificados foi desenvolvido pela comissão e será instalado nos aeroportos europeus nos próximos dias.

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