OMS aprova CoronaVac e vacina poderá ser aceita na União Europeia

Mais de 47 milhões de doses da CoronaVac já foram aplicadas no Brasil. Foto: Canva


A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou, nesta terça-feira (1º), o uso emergencial da vacina contra Covid-19 produzida pelo Instituto Butantã no Brasil. Com a decisão, a CoronaVac passa a ter a eficácia reconhecida pela OMS no contexto da pandemia. O reconhecimento da vacina brasileira, produzida em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, também inclui a CoronaVac no grupo de imunizantes aceitos pela União Europeia (UE).

No início deste mês, a Comissão Europeia propôs a reabertura do bloco para turistas de países de fora da UE. No entanto, somente os viajantes totalmente vacinados serão autorizados a desembarcar no território europeu sem a necessidade de testes ou quarentenas.

Até então, a medida não contemplava os imunizados com CoronaVac, já que a vacina, que corresponde a 77,2% das doses administradas no país, ainda não havia sido aprovada pela OMS ou pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA, em inglês). Com a nova decisão da Organização, as mais de 47 milhões de doses da CoronaVac já administradas no Brasil também passam a ser reconhecidas pelo bloco europeu.

“Estou feliz em anunciar que a vacina da Sinovac recebeu autorização para uso emergencial da OMS após ser considerada segura, efetiva e de qualidade garantida com duas doses”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em coletiva de imprensa nesta terça.

De acordo com as novas regras de viagem da União Europeia, uma pessoa é considerada “totalmente vacinada” 14 dias depois de receber a última dose do imunizante – ou da dose única, no caso da vacina Johnson & Johnson (J&J).

A aprovação da CoronaVac não significa uma entrada imediata dos turistas brasileiros na Europa. Cada Estado-Membro poderá decidir se aceitará ou não os viajantes imunizados de países terceiros.

Freio de emergência

Nesta semana, no entanto, a Comissão Europeia (CE) também apresentou mais detalhes sobre o funcionamento dos “Certificados Digital Covid da UE”, documento que será utilizado para garantir que residentes da UE totalmente vacinados, recuperados ou com teste negativo contra Covid-19 possam viajar dentro do bloco.

Junto à utilização do documento, a CE propôs também a criação de um “freio de emergência”. Os países do bloco poderão retomar as restrições, mesmo para pessoas imunizadas, caso a situação epidemiológica “se deteriore rapidamente ou se tiver sido comunicada uma elevada prevalência de variantes”.

Ainda no comunicado, os líderes europeus apelam para uma abordagem “segura e coordenada”, para que as mesmas regras sejam seguidas por todos os países do bloco. Mesmo com a recomendação, cada nação é soberana para decidir como irá implementar o certificado.

“Queremos garantir que podemos avançar no sentido da reabertura das nossas sociedades nas próximas semanas, de forma segura e coordenada”, declarou Stela Kyriakides, comissária europeia da Saúde.

O Parlamento Europeu irá votar a proposta atualizada da comissão entre os dias 7 a 10 de junho. Depois, será feita a adoção formal do novo regulamento e a publicação oficial no Diário Oficial da UE.

A previsão dos líderes europeus é que os certificados entrem em vigor no dia 1° de julho. Os documentos serão emitidos pelos países que fazem parte da União Europeia. O sistema para leitura dos certificados foi desenvolvido pela comissão e será instalado nos aeroportos europeus nos próximos dias.

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