Portugal: sem certificado, turistas do Brasil precisam de testes em hotéis e restaurantes

Turistas precisam de testes para uma série de atividades. Foto: Canva


Portugal liberou a entrada de turistas do Brasil sem a necessidade de vacina e sem um acordo fechado para o reconhecimento do certificado de imunização brasileiro. Por isso, os viajantes que chegam ao país precisam arcar com custos de testes rápidos para que possam ter acesso a diversos locais frequentemente visitados por turistas, além do exame de coronavírus na hora do embarque.

Pelas regras portuguesas, o “Certificado Covid da UE” é necessário para realizar check-in em hotéis e alojamentos turísticos de todo o país, independente do dia da semana. Diante da falta do documento, disponível, até o momento, somente para vacinados na União Europeia (UE), a opção é fazer um teste rápido. Caso o viajante tenha um teste PCR realizado nas últimas 72 horas, também pode ser utilizado para entrada.

O mesmo vale para frequentar bares e restaurantes aos finais de semana. O comprovante de imunização europeu ou teste são obrigatórios para áreas internas. No entanto, se o turista ficar na parte externa, nas chamadas “esplanadas”, não é necessário apresentar a prova negativa.

O exame precisa ser feito a cada vez que frequentar o restaurante ou bar. São aceitos dois tipos: o PCR e antígeno, também conhecido como teste rápido. No caso deste último, o teste tem que ser feito na porta do estabelecimento, na presença de um responsável pelo local para se certificar do resultado.

Os kits de testes rápidos custam, em média, 7,99 euros. É possível fazer a compra em farmácias e supermercados portugueses. Apenas as crianças menores de 12 anos não precisam do exame.

Quem deixar de cumprir a regra está sujeito a pagar multas que variam de 100 a 500 euros por pessoa, de acordo com as leis do país. As fiscalizações das autoridades competentes são realizadas frequentemente, em especial nos locais de maior movimentação turística.

Acordo de reconhecimento das vacinas

Em agosto, o governo português anunciou que avaliava a possibilidade de acordos entre os países para que o certificado de vacinação brasileiro fosse aceito em Portugal. Com a medida, tanto os turistas brasileiros quanto os portugueses residentes do outro lado do atlântico estariam dispensados de gastar com testes em visitas a Portugal.

Desde o anúncio da volta das viagens não essenciais na semana passada, a procura por voos aumentou 300%, de acordo com dados de uma companhia aérea. A maior parte das passagens em classes econômicas estão esgotadas nos próximos dias, o que mostra o grande interesse dos brasileiros em viajar para o território português.

O Agora Europa tentou contato com o Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Ministério da Saúde para saber se houve avanço no acordo e se os brasileiros poderão validar o certificado de vacinas em Portugal. No entanto, não houve nenhum retorno aos pedidos de informação até a publicação desta reportagem.

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