Polícia europeia prende acusados de lucrar € 1 milhão em golpes na venda de máscaras


Um grupo acusado de lucrar 1 milhão de euros em golpes na venda de máscaras de proteção foi preso durante operações policiais realizadas em três países europeus. A informação foi divulgada pela Europol na manhã desta quarta-feira (11).

A ação, com 35 mandados cumpridos, ocorreu durante toda a terça-feira (10) na Irlanda, Holanda e Romênia. Conforme a polícia, 23 pessoas foram acusadas e 10 ficaram presas.

Segundo comunicado oficial, os suspeitos vendiam, na internet, produtos de proteção contra o vírus, como máscaras faciais. O pagamento era feito de forma antecipada.

No entanto, os materiais não eram entregues aos clientes: “A remessa das mercadorias nunca ocorreu e o dinheiro era lavado por meio de contas bancárias romenas controladas pelos criminosos antes de ser retirado em caixas eletrônicos”, explicam as autoridades.

Segundo a Agência da União Europeia para Cooperação em Justiça Criminal (Eurojust), a rede usou identidades falsas e retirou fundos em dinheiro de contas na Romênia, Polônia e Ucrânia. Os suspeitos são cidadãos de vários países africanos, mas residem na Europa.  

Os policiais acreditam que empresas localizadas em mais de 20 países da Europa e Ásia tenham caído no golpe. Ainda segundo os policiais europeus, o mesmo grupo já tinha o esquema criminoso antes da pandemia, com a venda de pallets de madeira. Quando aumentou a procura por máscaras faciais, para proteção contra o vírus, os suspeitos mudaram de produto para aplicação do golpe.

Europol atenta aos crimes na pandemia

Desde o ano passado, a Europol combate ações criminosas relacionados ao coronavírus. Na época, as autoridades, que classificam a pandemia como “um desafio sem precedentes”, salientaram que levariam “muito a sério todos aqueles que estão tentando lucrar com as ansiedades e medos das vítimas durante a crise”.

Em abril de 2020, um suspeito foi preso por fraude na venda de máscaras e desinfetante, além de lavagem de dinheiro. Segundo comunicado da polícia, a fraude foi de seis milhões de euros.

Em novembro, uma operação desarticulou um esquema de irregularidades no tratamento do lixo dos hospitais. Em junho, as autoridades descobriram, na França, uma quadrilha que desviava auxílios financeiros criados no contexto da pandemia.

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