França impõe trabalho remoto e proíbe consumo fora da mesa em restaurantes


A França entrou em uma nova etapa de restrições nesta segunda-feira (3), com objetivo de tentar diminuir os casos de Covid-19 no país. A partir de hoje, o trabalho remoto (home office) é obrigatório por, pelo menos, três dias por semana. A regra se aplica em todas as funções que podem ser desempenhadas à distância e tem duração de três semanas, podendo ser prorrogada.

Segundo o governo francês, a medida vai “limitar as interações sociais em torno dos locais de trabalho e do deslocamento” nos transportes públicos. As autoridades de saúde do país ainda orientam que as salas sejam ventiladas de forma permanente ou a cada 10 minutos. O uso da máscara é obrigatório nas áreas fechadas e a distância mínima entre as pessoas deve ser de um metro.

Outras regras que entraram em vigor dizem respeito aos eventos e consumo em cafés e bares. Nesses locais, todos os clientes devem ser acomodados em mesas. O consumo de bebida e comidas nos balcões ou em pé está proibido. Shows também devem seguir as mesmas regras, sendo vetadas apresentações em que o público não esteja sentado.

As casas noturnas, que foram fechadas no início de dezembro, só poderão reabrir depois do dia 24 de janeiro. Atividades de dança estão proibidas durante esse período para bares e restaurantes. 

Novas regras de isolamento

O governo francês também atualizou as regras para o isolamento de pessoas infectadas com coronavírus. Segundo o comunicado oficial, as mudanças levam em conta a “aceleração da campanha de vacinação e o lembrete da implementação essencial de medidas de barreira”, o que permite “considerar a redução dos tempos de isolamento e o ajuste das regras para casos de contato”.

Para os que estão totalmente vacinados, o período de quarentena será de sete dias completos após o início dos sintomas ou do teste positivo. No dia cinco, é permitido deixar o isolamento, desde que a pessoa tenha um resultado negativo de exame antigênio ou PCR ou não tenha sintomas clínicos da doença durante 48 horas seguidas.

No caso das pessoas não vacinadas com esquema vacinal incompleto, a quarentena é de 10 dias. No sétimo dia, é permitido deixar o isolamento, desde que a pessoa tenha um resultado negativo de exame antigênio ou PCR ou não tenha sintomas clínicos da doença durante 48 horas seguidas.

Para aqueles que tiveram contato com infectados e estão totalmente vacinadas, as autoridades de saúde liberaram a quarentena, mas orientam que os contatos sejam limitados e o trabalho seja feito remotamente. O teste permanece necessário no dia dois e no quatro após o contato de risco. Se o resultado for positivo, a orientação é de confirmar com um exame PCR e ficar em isolamento, se o resultado se manter positivo.

Já as pessoas não imunizadas e que tiveram contato de risco devem realizar um isolamento de sete dias. Para sair da quarentena, é obrigatório um teste negativo no sétimo dia de isolamento.

Casos aumentaram 110% nos últimos sete dias

A França registrou um recorde de casos confirmados em apenas 24 horas na Europa, na semana passada. Nos últimos sete dias, de acordo com relatório oficial do Ministério da Saúde, o aumento de resultados positivos foi de 110%, com uma média diária de 140 mil casos positivos.

Também houve aumento de 32% nas hospitalizações, com uma média de 1.614 novos internamentos diários. Nos casos mais graves, a subida foi de 5%, com 289 pessoas hospitalizadas diariamente nos últimos sete dias. Já a média diária de mortes é de 179, conforme as estatísticas oficiais.

Atualmente, 90,8% da população francesa está totalmente vacinada. O governo já abriu a vacinação de reforço para todas as pessoas acima dos 18 anos, além de reduzir o tempo de aplicação de seis para três meses, no caso das pessoas que foram infectadas pelo vírus. 

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