Espanha anuncia plano para criar 800 mil empregos em 3 anos

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Presidente Pedro Sánchez explicou como irá utilizar parte de recursos da UE (Moncloa/Borja Puig de la Bellacasa)


Turbinado por recursos da União Europeia (UE), o presidente da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou nesta quarta-feira (07) o Plano de Recuperação, Transformação e Resiliência da economia do país, que prevê a criação de 800 mil novos empregos nos próximos três anos. O governo diz que serão injetados no programa mais de 72 bilhões dos 140 bilhões de euros concedidos pela UE para enfrentar a crise.

“É um plano para uma nova modernização da Espanha”, explicou o presidente, depois de garantir que “sem dúvidas, o país vai avançar”. O lançamento aconteceu em uma videoconferência para mais de 200 pessoas, incluindo representantes de entidades empresariais, sindicatos, executivos de grandes empresas e diplomatas. Segundo Sánchez, haverá uma “modernização inclusiva”, através de programas financiados por fundos europeus.

O governo diz que o plano permitirá um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) espanhol de 2,5% a cada ano. As prioridades serão as áreas de transição ecológica – nome de um dos ministérios do executivo, dedicado a investimentos para reduzir os índices de poluição e cumprir metas europeias – e de transição digital, conceito que inclui, por exemplo, internet rápida para 100% da população, implementação do 5G, incentivos à indústria de inteligência artificial e soluções tecnológicas para ampliar produtividade de empresas.

Os 140 bilhões de euros em recursos repassados pela UE serão utilizados nos próximos seis anos. A ajuda é considerada o grande trunfo do Governo Sánchez, de coalização de centro-esquerda e esquerda, para minimizar os efeitos que tem sido avassaladores para a economia. Ao contrário de outros países do Velho Continente, o turismo, agora paralisado, é o carro-chefe do PIB espanhol, respondendo por 14,7% das riquezas nacionais até 2019, quando havia 2,8 milhões de empregos gerados.

Encontrar trabalho na Espanha ainda é uma missão quase impossível para quem já estava ou ficou desempregado, é autônomo ou quer trocar de trabalho. A situação é amenizada porque o país tem conseguido frear demissões através do pagamento, com recursos públicos, de até 70% do total do salário de cada trabalhador antes da pandemia (através dos ERTEs, o Emprego de Regulação Pública Temporária, mecanismo de intervenção do estado de bem-estar social espanhol, previsto para situações de crise).

De acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas (INE) da Espanha, o país tinha até o segundo trimestre 15,33% de desempregados entre a população economicamente ativa. O aumento em relação aos primeiros três meses de 2020 foi de 1,66%. A nação terminará 2020 com o pior PIB da década, uma queda de 13% em função do agravamento da pandemia de COVID-19, conforme a Fundação de Caixa Econômica (Funcas).

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