Olaf Scholz é eleito novo chanceler da Alemanha

O Parlamento alemão escolheu, nesta quarta-feira (8), o novo chanceler do país. Olaf Scholz, do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), foi eleito por 395 votos a 303, com 6 abstenções e 3 votos nulos, dando um fim à Era Merkel, depois de 16 anos.

O político de 63 anos acumulava os cargos de vice-chanceler de Angela Merkel e ministro das Finanças desde 2018, tendo sido ainda prefeito da cidade de Hamburgo, de 2011 a 2018. O novo Chefe de Governo da Alemanha chegou ao poder depois de semanas de negociações para o acordo de coalizão com o Partido Verde e o Partido Democrático Liberal (FDP).

Durante a cerimônia de posse no Palácio de Bellevue, residência oficial da presidência, na manhã de hoje (8), Scholz agradeceu pelo apoio desde o momento em que foi nomeado candidato a chanceler pelo partido de centro-esquerda: ‘’Você ganha uma eleição permanecendo unido e nunca parando de lutar por sua própria política, criando uma visão compartilhada para o futuro que significa o bem para as pessoas. Você ganha uma eleição se os cidadãos confiarem no candidato a chanceler. Porque eles sentem: ‘ele é sincero conosco’. Foi uma jornada difícil, mas valeu a pena’’, declarou o político.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, parabenizou Olaf Scholz pela vitória nas eleições: ‘’Desejo-lhe um bom começo e espero continuar a confiar na cooperação para uma Europa forte’’, estimou a representante da União Europeia em publicação nas redes sociais.

Processo eleitoral alemão

Ao contrário do Brasil, como você já deve ter notado, o processo eleitoral alemão não é presidencialista. Ou seja, a corrida às urnas não é para escolher um presidente, mas, sim, para definir quem serão os deputados que vão nomear o novo líder do país. Sendo assim, o sistema político alemão é categorizado como parlamentarista, porque são os deputados eleitos pela população os responsáveis por definir o(a) novo(a) comandante do país (chanceler federal).

Nesse sistema, eleger o maior número de deputados do partido que você apoia, por exemplo, não garante que a sigla ditará o novo nome para o cargo de chanceler. Isso porque o novo candidato à líder precisa ter o apoio da maioria dos deputados no Parlamento. Ou seja, os partidos com maior representatividade (que garantiram mais deputados eleitos) precisam ainda negociar com as siglas menos expressivas para formar alianças.

O objetivo dessas alianças é garantir que a base de apoio do nome indicado para ser o novo chanceler será composta pela maioria dos deputados no Parlamento alemão. Essa fórmula tenta garantir governabilidade ao novo chanceler federal, que é basicamente dizer que ele terá apoio do Poder Legislativo para adotar as medidas que acha mais eficientes para o país.

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