Portugal implementa reconhecimento facial em mais três aeroportos do país

Aeroporto do Porto, o segundo maior do país, é um dos beneficiados. Foto: Ana Aeroportos


Portugal expandiu para mais três aeroportos o Sistema de Reconhecimento Automático de Passageiros Identificados Documentalmente (RAPID4ALL). Conforme o Ministério da Administração Interna, a facilidade passa a estar disponível nos aeroportos da cidade do Porto, Faro e Funchal. Até então, o sistema era utilizado apenas em Lisboa, que foi a primeira cidade a sediar a iniciativa no país. A tecnologia é projetada para fronteiras externas, o que significa que viajantes de dentro do Espaço Schengen não serão submetidos ao novo método de verificação.

O sistema reconhece passageiros já cadastrados, por meio de uma câmera que analisa o rosto do viajante, e um equipamento que compara as informações do passaporte. De acordo com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), o controle passa a ser mais ágil, apesar de ainda ser necessário o carimbo dos agentes de imigração que fiscalizam a entrada no país.

O Ministério ainda anunciou que os passageiros que chegam do Reino Unido também podem ser reconhecidos pelo sistema a partir de agora. A lista de países que já eram aceitos pelo mecanismo inclui a Austrália, Japão, Nova Zelândia e Singapura. O sistema ainda não está disponível para passageiros que chegam do Brasil, que continuam passando pelo controle tradicional de imigração.

No entanto, para os viajantes que partem dos aeroportos lusos rumo ao território brasileiro, a iniciativa está disponível desde 2016. O procedimento agiliza o embarque, uma vez que o reconhecimento das informações é realizado de maneira automática.

O SEF pontua que o RAPIDA4ALL só pode ser utilizado no caso de o viajante não ter excedido o limite de permanência no país. Além dos passageiros que viajam para o Brasil, o mecanismo também pode ser utilizado para quem viaja com destino à Austrália, Canadá, Coreia do Sul, EUA, Japão, Nova Zelândia, Singapura e Venezuela.

Desde que foi implementado, em 2016, o sistema já fiscalizou 420 mil passageiros, de acordo com dados oficiais do Ministério da Administração Interna. Segundo as autoridades portuguesas, o objetivo da tecnologia é “modernizar, acelerar e melhorar a gestão das fronteiras externas dos países Schengen”, além de aumentar o controle para combater a imigração ilegal. O investimento do governo na medida foi de 5 milhões de euros.

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