Governo de Portugal reduz imposto de combustíveis para baixar preços


O Governo de Portugal decidiu reduzir os imposto sobre os combustíveis, com objetivo de diminuir o preço final aos consumidores. O anúncio foi realizado na noite desta sexta-feira (15) pelo Ministério das Finanças. 

A redução será de um centavo de euro no imposto da gasolina e dois centavos no imposto do óleo diesel, conforme comunicado oficial. O Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, declarou que espera que, com a medida, as operadoras diminuam o preço aos consumidores.

Segundo o governo, a intervenção ocorre após um aumento “extraordinário” nos valores dos produtos e que causa debate em diversos setores econômicos do país. Segundo dados da Direção Geral de Energia e Geologia, somente neste ano, ocorreram mais de 40 aumentos no preço dos combustíveis.

No início de janeiro, o litro da gasolina 98 custava, em média, 1,59 cêntimos. Nesta semana os valores chegaram a 1,91 cêntimos, além de ultrapassarem a barreira dos dois euros em algumas cidades.

A Associação Nacional dos Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) declarou, nesta semana, após ter reunido associados, que a situação “afeta de forma devastadora o setor”. A mesma entidade manifestou descontentamento com as ações do governo em relação ao tema. No comunicado de hoje, o secretário confirma que se reunirá com a associação para discutir o assunto.

Cidadãos organizam greve

O assunto, além de mobilizar representantes do setor, também movimenta cidadãos. Um grupo no Facebook foi criado com objetivo de organizar uma greve. Atualmente, mais de 500 mil pessoas participam da ação na rede social, que orienta a população a não abastecer durante pelo menos cinco datas até o final deste mês, como forma de protesto: “Isto podemos controlar! O dinheiro onde gastamos e quando”, diz a descrição do grupo.

Os organizadores ainda reivindicam que o governo se sensibilize com a situação e baixe o preço dos impostos. No comunicado de hoje (15), o secretário Mendonça Mendes confirma que continuará monitorando a situação para analisar se é necessário reduzir ainda mais o imposto.

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