União Europeia quer sistema biométrico nas fronteiras para prevenir atentados

Homenagens marcaram os cinco anos do atentado em Paris.
Foto: Divulgação / Governo da França.

Diante dos atentados terroristas das últimas semanas, países europeus definem novas estratégias para prevenir futuros ataques. Em comunicado da União Europeia divulgado nesta sexta-feira (13) foi anunciada a proposta de reforçar o controle das fronteiras, para “fortalecer e desenvolver opções para medidas de segurança” em todo o Espaço Schengen.

A ideia dos líderes é ter um sistema biométrico que registre a entrada no continente, tanto para cidadão estrangeiros como europeus. “Continuamos determinados a fortalecer a proteção das fronteiras externas e a realizar controles sistemáticos de todas as pessoas. Este é um requisito básico para uma área de movimento livre”, explicam.

O comunicado foi lançado após videoconferência de representantes dos Estados-Membros, que se reuniram para marcar os cinco anos do ataque em Paris, ocorrido em 2015. Na ocasião, 130 pessoas morreram: “As vítimas desses ataques continuam presentes em nossos pensamentos, assim como todas as vítimas do terrorismo ao longo dos anos”, ressaltam.

A UE subiu o tom sobre o terrorismo depois dos atentados recentes, ocorridos na Áustria e na França. Em um deles, na cidade de Nice, uma brasileira foi assassinada:  “A fundação da Europa não será abalada pelo flagelo do extremismo violento e do terrorismo. Os terroristas não podem vencer sua luta”, disseram.

Também está no plano realizar uma cooperação mais estreita com os países terceiros “para combater as ameaças terroristas”. A união entende como um desafio para as autoridades de segurança os movimentos de viagens dentro do espaço.

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O órgão ainda deu à Comissão Europeia a tarefa de mudar o sistema de expulsão de criminosos que representem ameaças, para “uma expulsão mais fluída”. Haverá ainda um aporte financeiro e de profissionais na polícia europeia, a Europol, no combate aos crimes terroristas.

Por outro lado, a União Europeia entende como necessário prevenir a radicalização: “Continuaremos nossos esforços para prevenir todo tipo de propaganda extremista, a pregação da violência e o financiamento do ódio e do extremismo violento”, expressam. A UE pediu à comissão que crie uma lei de serviços digitais para remoção de conteúdo ilegal. A lei deverá “reforçar a responsabilidade das empresas de internet no combate ao conteúdo ilegal e à sua ampliação”.

O comunicado deixa claro que não se trata de estigmatizar grupos religiosos: “Nossa luta contra o terrorismo não é dirigida contra quaisquer crenças religiosas ou políticas, mas contra o extremismo fanático e violento”, alertam. As propostas apresentadas no documento estarão em debate no conselho nos dias 11 e 12 de dezembro.

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