Ranking coloca passaportes europeus como os mais poderosos do mundo


Os passaportes europeus estão no topo de um ranking que avalia o poder do documento para viagens internacionais. Dos 28 países que aparecem nas primeiras colocações, 18 são da Europa. A lista é divulgada anualmente pela empresa Henley & Partners, que compara os passaportes de 199 países para viajar em mais de 220 destinos.

A avaliação é feita com base na capacidade de viagem sem a necessidade de solicitar um visto prévio. Segundo a empresa, os dados utilizados no estudo são da Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata, sigla em inglês), que possui “o maior e mais preciso banco de dados e informações de viagens do mundo”, conforme destaca nota divulgada pela Henley & Partners. No entanto, a empresa explica que, atualmente, os cidadãos podem enfrentar restrições adicionais em decorrência da pandemia de Covid-19.

O Japão é o país com o passaporte mais poderoso do mundo, com uma pontuação de 193. Singapura está na segunda colocação, com 192 pontos. O primeiro país europeu a aparecer na lista é a Alemanha, em terceiro lugar, cujo passaporte é aceito em 191 destinos sem a necessidade de um visto prévio.

A quarta posição é ocupada somente com países localizados no Velho Continente: Finlândia, Itália, Luxemburgo e Espanha. Os documentos de viagem possuem o poder de visitar 190 nações.

A quinta posição, com pontuação de 189, também é totalmente europeia, com Áustria e Dinamarca. No sexto lugar, estão outros cinco países da Europa: França, Irlanda, Holanda, Portugal e Suécia. Os passaportes acessam 188 localidades do globo.

Com pontuação de 187, o sétimo lugar é o que mais tem países de fora da Europa, com Nova Zelândia e Estados Unidos, ao lado da Bélgica, Suíça e Reino Unido.

O oitavo lugar, que dá acesso a 186 países, volta a ser somente com nações europeias: República Tcheca, Grécia, Malta e Noruega. A nona posição é ocupada pela Austrália e Canadá. Por fim, o ranking termina com a Hungria, ocupando o décimo lugar.

Redução de 90% nas viagens

Segundo o documento, houve uma redução de 90% nas viagens internacionais em abril de 2020, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Entre janeiro e março de 2021, conforme o estudo, as viagens subiram 12%, mas ainda estão longe dos números de antes da pandemia. Conforme a empresa, as viagens ainda são, em maioria, por motivos essenciais ou negócios, uma vez que muitos países mantêm as restrições por causa do vírus.

Ainda de acordo com a publicação, as saídas internacionais por lazer permanecem com menos de 10% nos níveis anteriores à Covid-19. A tendência, conforme os pesquisadores ouvidos pela Henley & Partners, é de que assim continue pela próxima temporada de turismo de verão em todo o hemisfério Norte.

O estudo traz ainda uma análise de diversos especialistas sobre os certificados de vacinação, que vem sendo aplicados por muitos países para permissão de viagens. Enquanto parte das pessoas ouvidas entende que o documento é necessário para a segurança, outros avaliam que a situação pode agravar a desigualdade social, uma vez que o acesso às vacinas varia conforme cada país.

Na União Europeia (UE), por exemplo, um certificado padrão entrou em vigor no dia 1° de julho, uniformizando as regras de entrada em todos os países do bloco. Em relação às nações fora da UE, a reabertura tem sido gradual, conforme a situação epidemiológica de cada país no enfrentamento da pandemia. O Brasil, que está em 19° lugar no ranking dos passaportes, é um dos países com maior número de restrições de entrada na UE, com viagens de turismo restritas há mais de um ano.

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