Irlanda retoma análise de pedidos de visto prévio para estudantes

A Irlanda retomou, nesta terça-feira (1º), a análise de todas as aplicações para vistos prévios de longa duração (período superior a três meses) para quem precisa de autorização para entrar no país. Com isso, estudantes de cursos de língua inglesa podem enviar a solicitação de pré-visto ao Departamento de Imigração do país. Desde o dia 29 de janeiro, apenas casos considerados prioritários ou emergenciais estavam sendo analisados pelo governo irlandês.

De acordo com a nota oficial do Departamento de Justiça, no entanto, os estudantes precisam estar atentos ao fato de os cursos de língua inglesa não serem considerados essenciais sob as restrições impostas no nível 5, com as aulas sendo ministradas de maneira online. Com isso, mesmo que a aplicação seja aprovada pela imigração, os aplicantes “não receberão o visto até que as restrições sejam suspensas”, diz o documento oficial.

Já os vistos de curta duração, ou seja, para períodos de até três meses, ainda estão sendo processados apenas para casos emergenciais (veja a lista abaixo). De acordo com o governo, essas situações continuarão a ser analisadas pelas autoridades competentes nas próximas semanas. A aplicação para visto prévio deve ser realizada de maneira online e os requisitos para cada tipo de visto podem ser verificados diretamente no site da Imigração.

As medidas anunciadas nesta terça-feira representam uma segunda etapa de flexibilização na análise de vistos. No dia 20 de maio, o Governo irlandês havia incluído na lista de vistos considerados prioritários ou emergenciais pedidos que envolvem reunificação familiar ou trabalho.

O Brasil entrou na lista de países em que os cidadãos precisam de um visto prévio para ingressar na Irlanda no final de janeiro deste ano. De acordo com o Governo irlandês, as restricões a viagens visam a interrupção da transmissão do coronavírus.

Veja a lista de situações consideradas prioritárias/emergenciais

  • Membros familiares para longa permanência;
  • Pessoas viajando para fins de negócio/emprego, incluindo pessoas que trabalham em ocupações críticas relacionadas à pandemia;
  • Pacientes que viajam por razões médicas imperativas;
  • Trabalhadores dos transportes ou prestadores de serviços de transporte, incluindo os condutores de veículos de carga que transportam mercadorias destinadas ao seu uso no território, bem como os que apenas estão em trânsito;
  • Alunos, estudantes e estagiários que viajam diariamente ao estrangeiro e nacionais de países terceiros que viajam para efeitos de estudos de 3.º nível;
  • Pessoas que viajam por situações familiares imperativas;
  • Pessoas com direito a beneficiar das disposições da Diretiva da UE relativa à liberdade de circulação;
  • Diplomatas, funcionários de organizações internacionais e pessoas convidadas por organizações internacionais cuja presença física seja necessária para o bom funcionamento dessas organizações, militares e policiais, trabalhadores de ajuda humanitária e pessoal da proteção civil no exercício de suas funções;
  • Passageiros em trânsito;
  • Marítimos;
  • Jornalistas no desempenho de suas funções.

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