Manifestantes ‘Gilets jaunes’ retornam às ruas da França neste sábado

 

Perda do poder de compra, alta dos impostos e desigualdade social seguem sendo as principais reivindicações dos manifestantes. Foto: Ev

Após meses de trégua devido à pandemia, os Gilets jaunes – Coletes amarelos, em português – prometem voltar às ruas das grandes cidades francesas neste sábado (12). Como em edições anteriores, os manifestantes têm sido convocados em grupos e eventos nas redes sociais e nos perfis de líderes do movimento. Em Paris, os manifestantes planejam se reunir na avenida Champs-Elysées, às 9h. Há dois anos, os protestos chegaram a reunir cerca de 300 mil pessoas.

Uma lista contendo os locais e horários das manifestações nas principais cidades francesas tem sido divulgada no Facebook. A perda do poder de compra das classes mais baixas, a alta dos impostos e a desigualdade social seguem sendo as principais reivindicações dos participantes, além da reforma da aposentadoria, que será pauta nos próximos meses do governo de Emmanuel Macron.

 

Manifestações devem ocorrer nas principais cidades francesas neste sábado. Foto: Reprodução

 

Um dos líderes mais conhecidos do movimento, Jérôme Rodrigues, em suas redes sociais, convocou seus seguidores a uma “desobediência civil completa”, uma vez que aglomerações – e consequentemente protestos – foram proibidos pela Prefeitura de Polícia de Paris em vários locais da capital. Prevendo forte repressão policial, Rodrigues pede ainda em vídeo que os manifestantes não portem seus documentos de identidade durante o protesto. “No pior dos casos, você passará no máximo 4 horas na delegacia. Mas eles terão espaço suficiente para acolher todos nós?”, questiona a mensagem compartilhada no Twitter do militante.

 

Retorno com apoio de anti-máscaras e proprietários de boates

 

O movimento, cujo nome faz referência ao colete amarelo fluorescente obrigatório em veículos na França, perdeu apoio e força no último ano após um recuo do governo e a suspensão na alta do preço dos combustíveis – prevista para entrar em vigor em janeiro de 2019 – e também devido a atos de vandalismo e confrontos recorrentes com a polícia. No entanto, as manifestações deste sábado devem ser encorpadas por organizações anti-máscaras e de proprietários de danceterias, ambas momentaneamente descontentes com as ações do governo francês frente à pandemia.

A França tem observado um crescimento significativo no números de infecções diagnosticadas da Covid-19 recentemente. Nas últimas 24 horas, foram 9.843 novos casos, recorde desde o início da pandemia do coronavírus.

 

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Líder do movimento, Jérôme Rodrigues, convocou seguidores à “desobediência civil completa”, em vídeo. Foto: Reprodução

 

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