França vai exigir certificado Covid-19 em restaurantes a partir de agosto

Medida tem objetivo de incentivar a vacinação no país. Foto: Canva


O acesso a restaurantes, cafés, centros comerciais e outros estabelecimentos deverá estar condicionado ao certificado de vacinação contra Covid-19 já a partir do mês de agosto, na França. A medida também deverá valer para viagens de avião, trem e ônibus em trajetos de longa distância no país. O anúncio foi feito na noite desta segunda-feira (12) pelo presidente Emmanuel Macron em pronunciamento na capital francesa, após um crescimento de novos casos de coronavírus ser registrado no país nas últimas duas semanas.

Os não-vacinados ainda terão a chance de apresentar um teste negativo de menos de 48 horas ou um comprovante de infecção pelo coronavírus de menos de seis meses, detalhou o chefe de Estado. Entretanto, os testes PCR, atualmente reembolsáveis pelo serviço de saúde, passarão a ser cobrados nos próximos meses, também como forma de incentivar a vacinação, que seguirá gratuita e está aberta a todas as pessoas maiores de 18 anos.

O uso dos certificados deverá ser necessário já a partir do dia 21 de julho, para entrada em locais de “lazer e cultura”, como teatros e cinemas, que reúnam mais de 50 pessoas. Crianças menores de 12 anos estão isentas da medida.

Para entrarem em vigor, as novas regras ainda precisam de aprovação do Parlamento. A votação está marcada para o dia 21 de julho, em sessão extraordinária, adiantou o líder da nação.

“Vamos estender o passe de saúde ao máximo para encorajar o maior número possível de pessoas a se vacinarem”, explicou o presidente. “Nossa escolha é simples: colocar restrições aos não vacinados e não a todos”, complementou Macron.

A França não é o primeiro país europeu a impor a medida. Em Portugal, regras semelhantes começaram a valer no último final de semana nas principais cidades do país. O governo da Irlanda também já fechou acordo para reabrir a área interna de restaurantes somente para vacinados ou recuperados.

Vacinação obrigatória para profissionais de saúde

Outra novidade anunciada pelo presidente francês é a vacinação obrigatória de todos os profissionais de saúde e de lares de idosos. Macron estabeleceu o dia 15 de setembro como limite para a imunização dos trabalhadores. Após a data, “sanções serão aplicadas”, segundo ele.

Como de costume, o presidente encorajou, várias vezes durante o anúncio, que toda a população se vacine: “A vacinação de todos os franceses é a única maneira de voltar à vida normal”, salientou. Emmanuel também revelou que o governo pretende iniciar em setembro uma campanha de terceira dose para os vacinados em janeiro e fevereiro deste ano.

As novas medidas foram anunciadas devido ao aumento de casos nos últimos dias em território francês, grande parte ligados à variante Delta. Em uma semana, o número de casos da doença subiu 20%, conforme dados oficiais do serviço de saúde. Segundo Macron, a situação “ainda está sob controle”, mas as ações são necessárias para evitar um aumento de hospitalizações em agosto.

Atualmente, a média de novas internações diárias é de 114 pessoas, com mais de sete mil pacientes nos hospitais franceses. Destas, 957 estão sob cuidados intensivos, de acordo com dados do Ministério da Solidariedade e da Saúde.

Em relação à campanha de vacinação, 48,9% da população adulta na França está totalmente imunizada. O país já vacinou 23 milhões de pessoas com duas doses das vacinas e outras 35 milhões com primeiras injeções.

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