No dia do Orgulho Gay, Espanha celebra 15 anos do casamento igualitário

Prefeita de Barcelona fez homenagem neste domingo (Foto: Ajuntamento de BCN)
Prefeita de Barcelona fez homenagem neste domingo; atos virtuais seguem durante a semana (Foto: Prefeitura de Barcelona)

Em meio à “nueva normalidad”, a Espanha tem neste domingo, 28, e ao longo da semana inúmeros atos virtuais para comemorar o Orgulho LGBTI que, em 2020, relembra um marco histórico para o país: há 15 anos era aprovado e sancionado o casamento igualitário entre pessoas do mesmo sexo. A sigla representa a população lésbica, gay, bissexual, travesti, transexual e intersex (LGBTI).

Em 2005, a Espanha se tornou o terceiro país do mundo a reconhecer o direito, se juntando a Bélgica e Holanda. A adesão espanhola pioneira foi acompanhada naquele ano pelo Canadá. Hoje, a conquista do direito é existente em 30 nações, incluindo o Brasil, onde a modernização na legislação só aconteceu em 2011.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE) da Espanha, só em 2019, foram realizados 5.108 casamentos do mesmo sexo, 3,1% do total (165.578). Desde a aprovação da lei, já são mais de 55 mil “bodas”, sendo que no ano passado o total alcançado foi um recorde histórico.

Na programação de atos exclusivamente pela internet, já que as aglomerações do Gay Pride na Espanha também são proibidas, está prevista uma manifestação que comemora a aprovação do matrimônio igualitário nas redes da Fundação Pedro Zerolo. Será na próxima terça-feira, às 18h no horário de Madrid (23h, no horário de Brasília).

Quinze anos depois, a relevância do combate ao preconceito e o reconhecimento de direitos civis e liberdades da população LGBTI é hoje tema recorrente nas políticas públicas do país, algo sempre perceptível para a comunidade brasileira na Espanha.

“É uma honra viver em uma sociedade diversa e livre. Hoje, e todos os dias, exigimos direitos #LGTBI contra aqueles que os questionam. Continuaremos trabalhando para alcançar a verdadeira igualdade e não discriminação com base na orientação sexual ou identidade de gênero”, publicou no twitter o presidente da Espanha, Pedro Sánchez.

“Nós defendemos sociedades inclusivas, sociedades onde caibam todos e todas. E aqueles que se negam a reconhecer esses direitos, que sequer eles tenham diretos, o que fazem é defender sociedades excludentes, minúsculas, reduzidas”, disse ontem Sanchez.

Durante este domingo, a prefeita de Barcelona, Ada Colau, e o presidente (equivalente a governador no Brasil) da comunidade da Catalunha, Quim Torra, hastearam bandeiras LGBTI nas sedes dos executivos. Na prática, foi uma desobediência civil diante de uma decisão do Supremo Tribunal da Espanha, que proíbe qualquer tipo de bandeira não oficiais nas fachadas de edifícios públicos.

Torra publicou durante a manhã em seu perfil no Twitter uma foto da sede da Generalitat da Catalunha. Essa decisão da justiça espanhola tem impedido nos últimos meses que bandeiras independentistas sejam colocadas em prédios públicos catalães. Mas afetou também outras manifestações, como a do Orgulho Gay.

“Hoje, no dia do #Pride2020, e todos os dias, trabalhamos para uma sociedade livre, igualitária e totalmente inclusiva. Uma sociedade comprometida com os direitos da comunidade LGBTI e que luta contra a discriminação com base na orientação sexual e na identidade de gênero # OrgullDePaís”, disse o presidente da Catalunha no post.

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