Espanha vai exigir teste negativo de Covid-19 para entrar no país

O teste PCR terá de ter sido realizado, no máximo, 72 horas antes da entrada no país. Foto: Mufid Majnun


A partir do dia 23 de novembro, todos os passageiros que entrarem em território espanhol procedentes de outros países considerados de risco pelo coronavírus deverão apresentar um diagnóstico negativo para Covid-19, através do teste PCR. Será obrigatório o preenchimento de um formulário de vigilância sanitária e a comprovação do resultado negativo do teste realizado nas 72 horas anteriores à chegada à Espanha.

A medida anunciada nesta quarta-feira (11) pelo Ministério da Saúde foi tomada depois de muita polêmica sobre a falta de controle nos aeroportos da Espanha em nove meses de pandemia. Até o momento só era feita a medição de temperatura e controle visual.

Segundo o Ministério de Saúde, o documento que comprova a realização do teste deve ser original, redigido em espanhol ou inglês e apresentado em papel ou em formato eletrônico. Além da opção de assinatura eletrônica, o formulário também pode ser gerado através do código QR gerado pelo site Spain Travel Health-SpTH ou no aplicativo da plataforma e deverá ser apresentado de forma impressa antes do embarque. Neste caso, deve vir acompanhado do documento original que atesta a realização do teste diagnóstico. Se o turista, mesmo tendo passado por todos os controles for suspeito de positivo de Covid-19, deverá ser submetido novamente ao teste diagnóstico no aeroporto, quando chegar a Espanha.

As agências de viagens, operadoras de turismo e companhias áreas deverão informar os passageiros sobre a obrigatoriedade da prova PCR negativa antes do embarque.

Mas quais são os critérios de avaliação dos países?

Os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde para classificar os países de risco obrigados a apresentarem uma prova PCR negativa – considerando os da União Europeia e do acordo Schengen – são os mesmos que determinam a recomendação UE 2020/1475, de 13 de outubro. O documento prevê medidas coordenadas para restringir a liberdade de movimento em resposta à pandemia de Covid-19 e apresenta um mapa de risco elaborado pelo Centro Europeu para o Controle de Enfermidades – ECDC. Os mapas são publicados todas as quintas-feiras.

Veja o mapa de risco

– Verde: se a taxa de notificação de 14 dias for inferior a 25 casos por 100 mil habitantes e a taxa de positividade do teste abaixo de 4%;

– Laranja: se a taxa de notificação de 14 dias for inferior a 50 casos por 100 mil habitantes e a taxa de positividade do teste for 4% ou mais, ou se a taxa de notificação de 14 dias estiver entre 25 e 150 casos por 100 mil habitantes e a taxa de positividade do teste for abaixo de 4%;

– Vermelho: se a taxa de notificação de 14 dias for de 50 casos por 100 mil habitantes ou mais, e a taxa de positividade do teste for 4% ou mais, ou se a taxa de notificação de 14 dias for superior a 150 casos por 100 mil habitantes e a taxa de positividade do teste for abaixo de 4%;

– Cinza: se houve informações insuficientes ou se a taxa de teste for inferior a 300 casos por 100 mil habitantes.

Em relação a outros países, a referência básica é a incidência acumulada de casos positivos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias (que deve superar 150 casos por 100 mil habitantes) e as capacidades implantadas para frear o contágio, conforme previsto no Regulamento Sanitário Internacional.

Leia também
– Espanha vai reduzir IVA sobre a venda de máscaras de 21% para 4%
– Covid-19: Espanha prevê vacina gratuita para 10 milhões de pessoas

A nova medida está de acordo com a Recomendação UE 2020/1475 que prevê acabar com as diferenças entre os modelos de controle de saúde implementados pelos países da União Europeia.

A governadora de Madri, Isabel Ayuso, comemorou a medida, mas ressaltou que a decisão sobre o controle chegou tarde.

Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.