Espanha: mais de 5 mil pessoas são desalojadas após erupção de vulcão

Apesar dos danos causados pelas lavas, não há feridos. Foto: Twitter Ministério do Interior.

Mais de cinco mil pessoas foram desalojadas e 120 casas destruídas após a erupção do vulcão Cumbre Vieja em La Palma, nas Ilhas Canárias. De acordo com as últimas informações da Guarda Civil espanhola, apesar dos estragos, não há registros de feridos. Das oito línguas de lavas que saem do vulcão, três já se dirigem à costa da ilha.

Cada lava mede, em média, seis metros de altura, o que indica que o fogo avança lentamente pela ilha – cerca de 700 metros por hora, com uma temperatura de 1.075 graus centígrados – segundo informou Leonardo Marcos, diretor de Proteção Civil e Emergências. “Apesar dos danos, esta é a primeira vez que foi possível obter informações técnicas e científicas do local, antes do vulcão entrar em erupção, permitindo evacuar a zona de risco com antecedência. Antes mesmo da primeira explosão, que aconteceu por volta das 15h [do último domingo], as pessoas mais vulneráveis já haviam sido retiradas e levadas para albergues da região”, lembrou ele. Toda a ilha já estava em alerta por uma possível erupção depois de registrar vários abalos sísmicos nos últimos dias.  Desde 1971, o Cumbre Vieja não expelia suas lavas pela ilha.

Entre os perigos do avanço das lavas para a população, estão a contaminação do ar e da água. Até o momento, o vulcão de La Palma já emitiu à atmosfera entre seis mil e nove mil toneladas de dióxido de enxofre, conforme as estimativas divulgadas pelo Instituto Vulcanológico de Canárias. A orientação do Ministério do Interior é que as pessoas evitem circular pelas zonas afetadas pela erupção do vulcão e que permaneçam em casa pelo risco de exposição aos gases que resultam do fenômeno e às cinzas.

Vulcão provoca bloqueios no trânsito

As autoridades informam que o tráfego de veículos está interrompido em sete estradas das Ilhas. Já os voos com destino às Canárias não sofreram modificações, podendo apenas registrar atrasos. Todos os aeroportos seguem abertos, de acordo com a Associação Espanhola de Navegação Aérea (AENA, sigla em espanhol). A entrada de barcos, no entanto, está suspensa pela Marinha Mercante.

A Guarda Civil mobilizou 200 profissionais para as zonas afetadas e a Polícia Civil, mais 92 agentes. Um grupo de especialistas está reunido nesta segunda-feira (20) nas Ilhas Canárias para analisar a situação, entre eles, o presidente do Governo, Pedro Sánchez.

O arquipélago canário é um dos complexos vulcânicos mais ativos das Ilhas Canárias. Antes da erupção do vulcão neste domingo, o Instituto Geográfico Nacional registrou sete mil terremotos, de baixa intensidade, no local, somente na última semana.

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