Espanha: com restrições, casos de Covid-19 atingem menor taxa em um mês

Espanha adotou proibições em viagens entre cidades e toque de recolher (Foto: Laura Guerrero / Ajuntament Barcelona)
Espanha tem proibições em viagens entre cidades e toque de recolher (Foto: Laura Guerrero / Ajuntament Barcelona)


A Espanha atingiu, nesta segunda-feira (23), a taxa de 374,5 casos de coronavírus para cada 100 mil habitantes. O índice é o mais baixo dos últimos 30 dias e resulta da soma de casos de Covid-19 acumulados nas últimas duas semanas. No período, a Espanha totalizou 174.551 diagnósticos positivos para a doença. Desde o dia 23 de outubro, o território espanhol não registrava uma taxa tão baixa de contaminações por coronavírus no país. Na data, o índice acumulado nas duas semanas anteriores era de 361,6 casos da doença para cada grupo de 100 mil pessoas.

Nesta segunda-feira, o Ministério da Saúde espanhol confirmou que mais 25,8 mil pessoas foram diagnosticadas com a doença no final de semana. Ainda que elevado, o número é 32,3% menor do que o apresentado pelo Governo na última segunda-feira (16) – 38,2 mil diagnósticos positivos – e 49,4% inferior ao da semana anterior, quando foram somados 52,3 mil novos casos no final de semana.


A queda acontece após a aplicação de medidas adotadas pelo Governo Federal e pelas comunidades autônomas espanholas que restringiram os movimentos da população a partir do final de outubro.  Toque de recolher noturno e a proibição de viagens para outras cidades estão entre as mais duras sanções aplicadas no país para frear a proliferação do vírus no território espanhol.

Além disso, parte das comunidades, como a Catalunha, determinaram o fechamento de bares e restaurantes para o público, sob protestos do setor que sofre uma crise histórica. A Espanha. contudo, optou por não fazer um novo lockdown domiciliar diurno, a exemplo do que ocorreu entre março e maio deste ano.

A redução dos números representou alívio para hospitais, o que já permitiu ao Governo catalão reabrir, no início desta semana, mesas de restaurantes ao ar livre e 30% da capacidade dos estabelecimentos. Nacionalmente, a ocupação de leitos de UTIs caiu 1% nas últimas 24h e opera com 29,98% da capacidade atual, conforme comunicou o Ministério da Saúde.

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A pressão sobre hospitais, porém, é desigual nas diferentes regiões do país. Em comunidades como Astúrias, no norte, a taxa de ocupação de leitos, convencionais ou UTI’s, é de 29%, enquanto Madrid tem 13% e a Catalunha, 15%. “A evolução a nível nacional é boa. Tudo isso se reflete aos poucos na ocupação hospitalar”, analisou hoje o diretor do Centro de Coordenação de Alertas de Saúde e Emergências do Ministério da Saúde, Fernando Simón

Em 3 dias, 511 mortes

O Governo ainda divulgou hoje que, entre a última sexta e o domingo, 511 pessoas morreram em função do coronavírus na Espanha. Durante esta segunda onda da pandemia, o dia mais duro foi 11 de novembro, quando as autoridades foram notificadas sobre 276 mortes.

Nos últimos 7 dias, o cenário é de redução dos óbitos diários, que não tem superado mais a marca de 200. Para Fernando Simón, “está se observando uma estabilização e uma ligeira queda nos falecimentos”.

Apesar de flexibilizações, a exemplo da reabertura de bares por opção de parte das autoridades de comunidades, o Governo nacional mantém o toque de recolher e restrições de mobilidade, respaldados pelo decreto de alarme em vigor até março, enquanto espera a chegada da primeira vacina, que já tem plano de distribuição previsto para o início de 2021.

Nos registros civis de cartórios espanhóis, um dado mostra o impacto da tragédia causada pela pandemia na Espanha até agora: desde o dia 31 de janeiro, foram registradas 60 mil mortes a mais do que a média histórica de falecimentos do mesmo período dos últimos 4 anos. O levantamento é do Instituto Nacional de Estatística da Espanha. Desde o início da pandemia, o país contabilizou 42.619 mortes por Covid-19 e 1.556.730 pessoas já foram infectadas pela doença na Espanha.

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