Covid-19: Espanha prevê vacina gratuita para 10 milhões de pessoas

Planejamento ainda depende de sucesso de pesquisas (Foto: Unsplash)
Planejamento ainda depende de sucesso nos testes, que avançaram nesta semana (Foto: Unsplash)


O Ministro da Saúde da Espanha, Salvador Illa, declarou nesta terça-feira (10) que a previsão do governo é de disponibilizar pelo menos 20 milhões de vacinas contra a Covid-19 para a população já no início de 2021. Segundo ele, como a aplicação será em duas doses, 10 milhões dos quase 49 milhões residentes do país poderão ser vacinados. A imunização será gratuita e não deve ser obrigatória, conforme explicou o ministro.

A nova estimativa do governo espanhol, que está empenhado em assegurar a credibilidade científica dos testes, é quase sete vezes maior à previsão inicial, que era de 3 milhões de doses.

“Esperamos que nesta ou na próxima semana possamos assinar alguns contratos com a empresa Pfizer, além de outras companhias, e as primeiras doses poderiam chegar no início do ano que vem”, afirmou Illa em entrevista à RTVE.

O otimismo do governo espanhol foi precedido pelo anúncio, feito na segunda-feira (9), pela Pfizer e a empresa BioNtech, de que os resultados dos testes mostraram “evidência inicial de eficácia” de 90% na vacina contra a Covid-19. Mais de 43,5 mil pessoas participaram dos testes.

De acordo com o Ministério da Saúde espanhol, os grupos de risco serão os primeiros a receber a imunização, que acontecerá através do sistema público de saúde. Além disso, Illa reiterou que fará uma campanha rigorosa contra negacionistas antivacina.

Mais de 400 mortes em 24 horas

Enquanto segue sob toque de recolher em diferentes horários noturnos de acordo com cada comunidade, a Espanha registrou em 24 horas – entre domingo e segunda-feira – 411 mortes por coronavírus. Foi o maior número desde o mês de abril, quando o lockdown estava em vigor, e o mais alto na segunda onda da pandemia.

Mas houve uma novidade positiva: o total de novos casos em 24 horas foi de 17.395, o número mais baixo dos últimos 20 dias. Já a média de ocupação de UTIs no país se mantém estável, com 32% de ocupação, conforme afirmou, nesta terça-feira, o diretor do Centro de Coordenação de Alertas de Saúde e Emergências da Espanha, Fernando Simón.

Ele atribuiu o alto número atual de morte ao “pico máximo de transmissão dessa segunda onda que foi alcançado nos dias 24 e 25 de outubro”. Simón disse que levará alguns dias para a Espanha passar a sentir os efeitos do rigor maior e restrições nos números de mortes e hospitalizações.

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