Sobreviventes do holocausto vão receber pensão do governo alemão

A Conferência de Reivindicações com o Governo Alemão que ocorreu nesta quarta-feira (6), em Nova Iorque, anunciou que cerca de 6.500 vítimas do holocausto vão ser compensadas financeiramente pela Alemanha, mais de 75 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial. 

A pensão vitalícia aos judeus da cidade de Leningrado, na antiga União Soviética, e aos refugiados da França e da Romênia, vai ser de 375 euros mensais. 

O presidente do comitê, Gideon Taylor, comemorou o acordo e mencionou a importância do apoio da nação alemã à última geração de sobreviventes do genocídio nazista: ”À medida que esta última geração de sobreviventes envelhece, suas necessidades aumentam. Esses pagamentos simbólicos fornecem reconhecimento e restauram um pedaço da dignidade tirada dos sobreviventes em sua juventude”, justificou.

As inscrições para o novo programa de pensões divulgado na manhã desta quarta-feira (6) já estão abertas e podem ser realizadas através do portal do beneficiário. Os critérios para solicitar o auxílio são os seguintes:

– ter vivido, ao menos, três meses no Cerco a Leningrado;

– ter vivido, ao menos, três meses sob a ocupação do Eixo nas fronteiras da Romênia, entre os anos 1941 e 1944;

– ter vivido, ao menos, três meses clandestinamente na França.

Além da pensão vitalícia para os sobreviventes, outra resolução apresentada na conferência é o pagamento de uma parcela única de 2.500 euros para as ”crianças sobreviventes” do regime nazista. Todos os que se encaixam nos chamados ”critérios de perseguição” listados acima, e que tenham nascido a partir do ano de 1928, poderão receber o benefício.

A Conferência de Reivindicações foi criada em 1951, nos Estados Unidos, por membros de organizações judaicas e trabalha, desde então, na negociação de acordos de compensação para as vítimas da perseguição nazista e seus herdeiros.

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