Um em cada dez infectados relata sintomas de Covid-19 após três meses

Até o momento, cerca de 21,7 milhões de pessoas já contraíram o vírus na Europa – Foto: Canva.


Um estudo conduzido pelo Observatório Europeu de Sistemas e Políticas de Saúde indica que 10% dos infectadas por Covid-19, na Europa, continuam a apresentar os sintomas da doença após 12 semanas do contágio. O número representa, aproximadamente, 210 mil pessoas no Velho Continente.

Fadiga extrema, dificuldade em respirar e perda do paladar e olfato são algumas das consequências causadas pelo coronavírus. O documento, que está sendo desenvolvido por especialistas da área da saúde no continente, visa servir de referência para o desenvolvimento de políticas públicas no tratamento das vítimas do “Covid longo”, como são chamadas as pessoas que mantêm os sintomas. A publicação também servirá de base para os países em um cenário pós-pandemia.

A pesquisa, que também conta com a condução da Organização Mundial da Saúde (OMS), indica que 25% dos infectados pela doença ainda apresentam os sintomas por quatro ou cinco semanas após o primeiro diagnóstico positivo, quando a grande maioria convive com a doença pelo tempo médio de 14 dias.

Segundo o Diretor Regional da OMS para a Europa, doutor Hans Henri P. Kluge, “a Covid-19 causou muito sofrimento entre as pessoas em toda a Região (europeia), sendo os relatos do ‘Covid longo’ um motivo extra de preocupação. É importante que os pacientes que relatam sintomas de ‘Covid longo’ sejam incluídos como parte da resposta Covid-19 para mitigar alguns dos impactos da pandemia na saúde a longo prazo” – resume o especialista.

O estudo reforça ainda que a convivência com os sintomas da doença “pode impactar seriamente a capacidade das pessoas de trabalhar e desfrutar de uma boa qualidade de vida”, uma vez que reduz as capacidades físicas dos infectados. Até o dia 17 de fevereiro deste ano, cerca de 21,7 milhões de pessoas já haviam sido contaminadas pelo coronavírus na Europa, segundo dados do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, sigla em inglês). Destes, 532,8 mil pessoas morreram em função da doença no Velho Continente.

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