Comissão Europeia pede que países mantenham restrições ao Brasil

A União Europeia possui uma recomendação de restrição aos viajantes de países como o Brasil.
Foto: Canva


A Comissão Europeia reforçou, nesta terça-feira (13), o pedido de continuidade das restrições aos passageiros do Brasil. Em conferência de imprensa, Adalbert Jahnz, porta voz de Assuntos Interiores, afirmou que os países do bloco devem continuar permitindo somente viagens essenciais, por preocupação com as novas variantes do vírus: “A comissão tem levado este assunto muito a sério”, resumiu Adalbert.

Além de recomendar somente as chamadas viagens com motivos essenciais, Jahnz reforçou que devem ser implementadas medidas restritivas aos viajantes, como testes e quarentenas obrigatórias: “Encorajamos fortemente os Estados-Membros a aplicarem essas medidas restritivas”, frisou Adalbert.

O porta voz lembrou que, em janeiro, a União Europeia (UE) criou uma recomendação, baseada em evidências científicas, de colocar regras adicionais para áreas com variantes do vírus, como é o caso do Brasil.

Atualmente, passageiros que embarcam em território brasileiro são os que mais enfrentam restrições de viagens na Europa. Portugal, por exemplo, suspendeu os voos diretos, enquanto a Irlanda exige uma quarentena em hotel, paga pelo viajante, medida que também é adotada no Reino Unido. Itália e Espanha exigem isolamento obrigatório e fiscalizado. Todos os países do bloco também desencorajam os cidadãos a viajarem para o Brasil.

A declaração da Comissão ainda pode sinalizar que não existe previsão breve de reabertura das fronteiras para o turismo – que muitas vezes representa uma jornada de imigração para o Velho Continente.

Turismo ainda longe

O pedido dos representantes do bloco ainda ocorre na data em que o Governo português precisa decidir se mantém a suspensão ou se retoma as ligações aéreas diretas para viagens essenciais. A decisão é aguardada com expectativa pelos brasileiros.

Poucas horas após a declaração, a França decidiu suspender todos os voos do Brasil “até segunda ordem”, anunciou o primeiro-ministro, Jean Castex. A decisão ocorre por pressão de médicos franceses, preocupados com as novas variantes da Covid-19.

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