França vai reabilitar 9,2 mil quilômetros de linhas de trem até 2030

Governo francês entende que investir nas ferrovias é investir no futuro do pais. Foto: Canva

As linhas ferroviárias no interior são a aposta da França para os próximos nove anos. O governo do país anunciou, nesta terça-feira (14), que vai reabilitar 9,2 mil quilômetros de linhas no país até 2030: “Investir em ferrovias é investir no futuro”, destaca o Ministério dos Transportes. 

De acordo com comunicado oficial, a reforma vai possibilitar a criação de 13 novas rotas noturnas em todo o território francês. “Mobilidade, acessibilidade e transição ecológica são as palavras de ordem deste projeto”, resume o governo. 

Desde o ano passado, as autoridades do país têm promovido ações para incentivar o uso dos trens. Em maio de 2020, a viagem noturna de Paris a Nice, no sul da França, foi reativada. Nos próximos meses, também será relançada a linha da capital francesa até Aurillac, nos Alpes. O governo ainda anunciou que pretende lançar novas viagens que liguem diversas capitais europeias.

Segundo o documento oficial, o investimento na recuperação das linhas será de 800 mil euros. No início de 2022, será realizado concurso público para escolher os fornecedores dos materiais necessários para a realização do projeto.

A iniciativa da França está alinhada a um dos principais temas em discussão na Europa atualmente, que é a redução dos voos curtos no continente e incentivo aos trens por questões ambientais. No final de outubro, o Greenpeace divulgou um estudo sobre o impacto ambiental provocado pelo transporte aéreo e pediu à União Europeia que “proíba voos de curta distância onde há uma alternativa de trem com menos de seis horas e adote medidas para fazer alternativas de trem diurno e noturno em toda a Europa mais acessível a todos”.

Nesta terça-feira (14), a Comissão Europeia propôs modernizar a rede RTE-T, uma rede de ferrovias, estradas e rotas aquáticas em todo o bloco. No total, são 424 grandes cidades que se conectam através desta rede, de acordo com o comunicado oficial.

O objetivo das autoridades é que, quando as rotas estivem completas, o tempo de viagem entre as cidades seja reduzido, com “um foco mais forte na mobilidade urbana sustentável e facilitando a escolha de diferentes opções de transporte em um sistema de transporte multimodal eficiente”. Segundo a comissão, a iniciativa pode reduzir em até 90% as emissões de gases poluentes.

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