França proíbe aumento de aluguel acima de 3,5% por um ano


Até o final de junho de 2023, o valor do aluguel na França não poderá sofrer reajuste maior do que 3,5%. A medida foi anunciada pelo governo francês nesta segunda-feira (27). De acordo com o Ministério da Economia, o objetivo é “proteger o poder de compra dos franceses”.

A iniciativa foi chamada de “escudo de aluguel”. Segundo o ministro da Economia, Bruno Le Maire, sem o teto, o aumento poderia passar de 5%, por causa do atual índice de inflação, que baliza o reajuste:

“Diante do aumento dos preços, protegemos os franceses”, resumiu o titular da pasta. Segundo o Insee, o instituto de estatísticas do país, a inflação na França foi de 4,8% em abril, último mês com valores divulgados.

Ainda de acordo com o Le Maire, o máximo de 3,5% foi estabelecido após diálogo com associações de proprietários e arrendatários. Ao mesmo tempo, o governo atualizou na mesma porcentagem o valor de apoio para habitação, chamado de Assistência Habitacional Personalizada (APL). 

A medida é destinada às pessoas que preencham os critérios estabelecidos pelo programa, como beneficiários do abono familiar. Um simulador no site do governo informa se a pessoa possui direito ao APL e qual o valor pago para ajudar na despesa com moradia.

Preço do gás não sofre reajuste

Para poder manter o poder de compra da população, o governo francês prorrogou o congelamento do aumento do preço do gás residencial. A iniciativa está em vigor desde novembro do ano passado e deve permanecer em vigor até o final do ano. Segundo dados do governo francês, 11 milhões de pessoas estão sendo beneficiadas.

Até 1º de agosto, o Ministério da Energia oferece um desconto de 15 centavos de euro por litro em todos os combustíveis. As empresas continuam recebendo o mesmo valor, sendo que a diferença é paga pelo Estado. A medida foi criada em março deste ano, após o aumento do preço dos combustíveis no país.

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