Um em cada cinco moradores da União Europeia vive em risco de pobreza 

De acordo com pesquisa da Eurostat, ao menos 21,7% da população da União Europeia relatou viver na iminência da pobreza em 2021. Foto: Canva

Risco de pobreza, privação material ou social e falta de trabalho. Pelo menos 95,4 milhões de cidadãos dos países do bloco europeu vivem nessas condições, o equivalente a 21,7% da população ou uma em cada cinco pessoas. As informações estão em um relatório do Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat, sigla em inglês), divulgado nesta quinta-feira (15).

O documento traz dados de 2021, quando diversos países da UE ainda decretavam rigorosas restrições na tentativa de diminuir os casos de Covid-19. Na comparação com 2020, houve um ligeiro aumento da taxa, que foi de 21,6%.

Para determinar o índice, três fatores foram considerados: o risco de pobreza propriamente dito, privação material e social grave e/ou viver com agregado familiar com menos de 65 anos que tenha pouca frequência de trabalho. Para ser classificado na zona de risco, era necessário estar em, pelo menos, uma das situações.

O levantamento revela que 73,7 milhões de pessoas estavam na iminência da pobreza no ano passado, enquanto 27 milhões eram vítimas da privação material severa e outros 29,3% moravam com um agregado familiar com pouco trabalho. De todos aqueles que alegaram enfrentar extrema dificuldade financeira ou social, pelo menos 5,9 milhões dos respondentes afirmaram ter experimentado as três situações ao mesmo tempo. 

Contraste entre os países do bloco e o perfil da população em risco de pobreza

Entre os Estados-Membros da UE, o pior índice de pobreza e exclusão social é o da Romênia, com 34,4% da população vivendo sob condições precárias, conforme aponta a Eurostat. Em seguida aparece a vizinha Bulgária, com 32% e a Grécia, com 28%. Enquanto os três países da região dos Bálcãs apresentaram dados alarmantes, a República Tcheca, a Eslovênia e a Finlândia ficaram com os números abaixo de 15%.

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Quanto ao perfil, as mulheres corriam mais perigo da situação de pobreza do que os homens (22,7% comparado a 20,7%). Já no que diz respeito à faixa etária, o grupo de entre 18 e 24 anos demonstrou maior índice, com 27,3% dos jovens relatando problemas financeiros, carência de materiais básicos ou falta de trabalho. 

Por fim, com relação à escolaridade, pessoas com nível escolar primário foram as que estiveram mais próximas da pobreza em 2021, com 24,8% de risco. Em contraste, respondentes com grau universitário ficaram com os números em 10,3%.

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