Polônia: maiores de 18 anos podem se vacinar gratuitamente contra a gripe

O governo polonês ampliou para a população adulta a possibilidade de tomar a vacina contra a gripe de forma gratuita.
Foto: Canva

A partir desta terça-feira (23), todos os maiores de 18 anos poderão se vacinar gratuitamente contra a gripe na Polônia. Antes da recente determinação do governo, apenas profissionais da saúde, professores, militares e idosos podiam usufruir da imunização sem custos.

Através de emenda ao regulamento sobre métodos de prevenção da gripe para a temporada 2021/2022, o Ministério da Saúde ampliou a vacinação para a população adulta. Segundo o ministro da Saúde, Adam Niedzielski, combater a gripe é especialmente importante durante a quarta onda de pandemia de Covid-19. “Decidimos que todo adulto poderá cuidar de sua saúde adicionalmente, basta se apresentar em um posto de vacinação selecionado”, salientou Niedzielski ao anunciar a mudança.

Para receber a imunização é necessário apenas comparecer ao posto de saúde selecionado e marcar uma consulta. Uma declaração deverá ser preenchida, informando o número de identificação polonês (PESEL) e confirmando a maioridade.

Para selecionar o posto de vacinação e preencher o formulário basta acessar o site do governo para os serviços de saúde. Pessoas sem sintomas de infecção aguda e febre podem se vacinar e não é necessário fazer nenhuma pausa entre as vacinas de gripe e de Covid-19.

Um total de cinco milhões de doses serão entregues à Polônia durante a temporada de frio no país. A vacinação será realizada até o esgotamento das doses ou até o dia 31 de março de 2022.

Quarta onda de Covid-19

Nas últimas 24h, o país registrou mais 19.936 casos de Covid-19, com 398 mortes. Há ainda 18.320 pacientes internados com a doença em hospitais, incluindo 1.551 necessitando de respiradores. O país possui, no momento, 24.182 leitos para pacientes de Covid-19. O número de casos cresce no país, com uma alta de 20% desde a última terça-feira, quando foram registrados 16.590 novos casos diários e 282 mortes.

Segundo Niedzielski, o ápice da quarta onda será registrado até a próxima semana. “Se não for observada uma diminuição nas infecções até meados de dezembro, teremos que introduzir mais restrições”, destacou o ministro. O número de hospitalizações será o principal critério a ser avaliado pelo governo para considerar alterar a situação da pandemia e possíveis medidas restritivas no país.

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