Polônia amplia quarentena para viajantes de fora do Espaço Schengen

O prazo da quarentena atualmente é de dez dias para viajantes de fora do Espaço Schengen.
Foto: Canva

A partir desta quarta-feira (1º) até o dia 17 de dezembro, os viajantes não vacinados que chegam à Polônia de fora do Espaço Schengen serão submetidos a uma quarentena de 14 dias, ampliando o prazo anterior de isolamento, que era de dez dias. Os limites de ocupação nos estabelecimentos também serão alterados durante o período, como forma de combate à disseminação da variante Ômicron do coronavírus.

Anunciadas na última segunda-feira (29) pelo ministro da Saúde, Adam Niedzielski, as medidas incluem ainda a proibição de voos de sete países considerados de alto risco: Botswana, Eswatini, Lesoto, Moçambique, Namíbia, África do Sul e Zimbábue. A restrição de viagens será aplicada até o dia 13 de dezembro. Desses locais, terão a entrada permitida somente passageiros que tenham recebido alguma das vacinas reconhecidas pela União Europeia (UE). Os viajantes que trafegarem por esses países deverão cumprir a quarentena de maneira completa.

Para os demais, que não passaram pelas regiões de risco, a liberação do isolamento pode ser obtida através de um resultado negativo em um teste de PCR realizado oito dias após atravessar as fronteiras polonesas. Estarão isentas da quarentena apenas as pessoas vacinadas com os imunizantes aceitos pela UE.

A ocupação de igrejas, restaurantes, hotéis, cinemas, teatros e estabelecimentos culturais passa a ser de 50% da capacidade total. Instalações esportivas também deverão responder a essa limitação, porém, em espaços fechados, como academias, o limite passa a ser de uma pessoa a cada 15m². Podem participar no máximo 100 pessoas em confraternizações e celebrações, como casamentos, comunhões e casas de festas.

Pessoas vacinadas não serão contabilizadas nas restrições de lotação. Segue obrigatório o uso de máscara em espaços fechados e meios de transporte público. Segundo Niedzielski, caso a situação se agrave, novas medidas podem ser implementadas.

A quarta onda da Covid-19 no país registrou o maior número de mortes desde abril nesta quarta-feira (1º), com 570 óbitos. O número de casos diários alcançou a marca de 29.064. Segundo o relatório diário do governo, 386 das 526 mortes epidêmicas da terça-feira (30) foram de pessoas não vacinadas.

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