Covid-19: vacinação alcança 30% dos adolescentes na Polônia

A vacinação dos adolescentes é acompanhada pelo Ministério da Educação e Ciência, que busca retomar as aulas presenciais em setembro.
Foto: Canva

Dois meses após liberar o cadastro para vacinação de adolescentes, a Polônia já aplicou pelo menos uma dose do imunizante contra a Covid-19 em 30% da faixa etária de 12 a 18 anos. De acordo com dados do Ministério da Educação e Ciência (MEin, sigla em polonês), divulgados nesta quinta (5), os jovens de 18 anos são responsáveis por 41,73% das injeções, enquanto 17,98% são dos adolescentes com 12 anos.

A única vacina disponível para a faixa pessoas com até 17 anos é a Pfizer/BioNTech, que requer duas doses. Além disso, para os menores de idade, é necessário o consentimento de um responsável. Depois dessa faixa, também podem ser administrada as vacinas Moderna, AstraZeneca e Janssen (Johnson & Johnson).

Os ministérios da Educação e Saúde, juntamente com a inspetoria sanitária do país, estão trabalhando para o retorno presencial das aulas em setembro, quando se inicia o ano letivo 2021/2022. No início de agosto as escolas começaram a receber materiais com orientações e regras de segurança como distância, desinfecção, higiene, uso de máscara em espaços comuns e ventilação, além da distribuição de equipamentos de proteção individual.

Vacinações nas escolas

Para os alunos que ainda não estiverem vacinados, a partir da terceira semana de setembro será possível realizar a imunização nas instituições de ensino: “Quanto mais pessoas forem vacinadas, mais rápido conseguiremos a imunidade populacional e, graças a isso, será possível trabalhar nas escolas sem a necessidade de introduzir restrições. Portanto, é importante que todos os alunos elegíveis, bem como professores e funcionários da escola, sejam vacinados”, informa o Ministério da Educação e Ciência no material de divulgação.

Os professores foram incluídos no grupo prioritário que começou a receber a vacina no início desse ano pelo Programa Nacional de Imunizações. Em fevereiro, foi aberto o registro dos profissionais, dos quais 590 mil demonstraram interesse. Desses, 474.313 do sistema de ensino básico e 67.410 professores universitários estão totalmente vacinados.

A estimativa do governo é que 70% dos educadores receberam a dosagem completa do imunizante. A imprecisão dos dados se deve ao fato de que essas pessoas podem ter se registrado individualmente, fora do grupo prioritário.

Quarta onda e a variante Delta

Com uma população de cerca de 38 milhões de habitantes, a Polônia conta com 17.663.125 pessoas completamente vacinadas, representando 44,7% dos residentes. Nesta quinta-feira (5), 176 novos casos e seis mortes foram registradas enquanto há duas semanas, 122 casos e nove mortes eram computadas. Nas últimas semanas a taxa de vacinação diminuiu, preocupando os representantes do governo. Enquanto 93.465 vacinas foram aplicadas nas últimas 24h, o número atingia a casa das 210 mil vacinas no dia 22 de julho.

De acordo com o primeiro-ministro Mateusz Morawiecki, a situação na Europa Ocidental representa um risco para a Polônia: “Durante a pandemia de Covid-19, muitas vezes descobrimos que nossa vantagem sobre o vírus pode ser curta e frágil. É importante ressaltar que os preparativos para uma possível quarta onda da pandemia foram resumidos. No entanto, não podemos esquecer que a vacinação é a arma mais eficaz no combate ao vírus”, salientou Morawiecki.

Segundo o ministro da Saúde, Adam Niedzielski, a variante Delta é responsável por 80% dos novos casos da doença. O governo não descarta a retomada de restrições no país. Caso o número chegue a mil infecções diárias, as regiões com menores taxas de vacinação devem receber as primeiras medidas restritivas.

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