Polícia italiana investiga rede por venda de certificados de vacinação falsos


A polícia italiana anunciou, nesta segunda-feira (9), que denunciou quatro pessoas suspeitas de venderem certificados de vacinação Covid-19 falsos. Conforme comunicado oficial, o aplicativo de mensagens Telegram era utilizado para negociar a venda dos documentos. Entre as pessoas denunciadas estão dois adultos e dois menores.

Os valores variavam de 150 a 500 euros por cada passe sanitário. Segundo a polícia, o pagamento era feito com bitcoins ou por meio de vouchers para compras online. O grupo mantinha 32 canais no Telegram para movimentar o negócio.

As autoridades classificaram os compradores como “ingênuos”: “Os ingênuos compradores, com a garantia do anonimato absoluto, pagaram os falsos atestados de vacinação contra a Covid-19 na esperança de contornar a legislação e poder circular com mais liberdade neste verão, mesmo sem vacinação”, escreveram no comunicado.

Segundo a polícia, os documentos seriam detectados pelo aplicativo oficial de leitura do certificado italiano: “As falsas certificações não teriam passado em nenhuma verificação”, alertaram as autoridades.

Os investigadores ainda anunciaram que também irão descobrir as pessoas que pagaram pelo falso documento. O inquérito, chamado de “Fake pass”, continua para identificar os demais envolvidos no esquema criminoso.

Certificado é obrigatório para várias atividades na Itália

Desde a última sexta-feira (6), o certificado de vacinação é obrigatório para entrada em bares, restaurantes, academias, museus, teatros e outros locais de lazer. Conforme o governo, além de incentivar a vacinação, a medida faz com que as atividades permaneçam em funcionamento.

O início da obrigatoriedade do passe levou 20 milhões de pessoas no país a solicitarem o documento nos últimos três dias. A informação foi anunciada nas redes sociais pelo ministro da Saúde, Roberto Speranza: “É um número extraordinário que demonstra a participação dos cidadãos do nosso país no combate à Covid-19”, escreveu o ministro.

Segundo dados do Ministério da Saúde, a Itália já vacinou 63,79% da população acima dos 12 anos. O último relatório divulgado pelo governo, no dia 6 de agosto, informou que houve um “forte aumento” de casos de Covid-19 no país na última semana de julho, causados, principalmente, pela variante Delta.

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