Atropelamento em Carnaval deixa 6 mortos e mais de 30 feridos na Bélgica


No início da manhã deste domingo (20), seis pessoas morreram após um carro avançar contra um grupo de 150 a 200 foliões que participavam de uma comemoração de Carnaval de La Louvière, no sul da Bélgica. A prefeitura confirmou ainda que 37 participantes do evento ficaram feridos, sendo 10 vítimas em estado grave.

De acordo com as autoridades municipais, os dois autores do ataque tentaram fugir, mas foram presos. Um processo judicial já foi instaurado e especialistas investigam o caso. Por enquanto, a hipótese de atentado terrorista não é a principal linha de investigação, segundo o comunicado divulgado.

Após o ocorrido, a prefeitura cancelou a continuidade dos festejos, que estavam programados até terça-feira (22). O evento, que reúne pessoas usando fantasias chamadas de os “Gilles”, é considerado Patrimônio Cultural da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). A festa havia sido retomada neste ano após dois anos de cancelamentos, causados pela pandemia de Covid-19.

“Nosso folclore, nossa cidade está de luto. Estamos todos com as vítimas, suas famílias e todos os envolvidos perto e longe por esta tragédia. Mais do que nunca #furiosos diante do horror”, destaca publicação da prefeitura, que colocou o símbolo de luto na foto do perfil nas redes sociais. Uma área de acolhimento para as famílias e a população foi instalada em um ginásio da cidade.

O primeiro-ministro belga, Alexander De Croo, usou as redes sociais para transmitir condolências: “Meus pensamentos estão com as vítimas e seus entes queridos. Todo o meu apoio vai também para os serviços de emergência pela ajuda e assistência prestada”, escreveu o político.

A ministra do interior, Annelies Verlinden, também demonstrou solidariedade às vítimas: “As mais profundas condolências às famílias e amigos dos mortos e feridos no incidente desta manhã em Strépy. O que era para ser uma grande festa se transformou em um drama. Estamos monitorando a situação de perto”, ressaltou a ministra.

Compartilhar