Entrada de imigrantes indocumentados é a maior em seis anos na União Europeia


O primeiro trimestre deste ano teve o maior número de entradas de imigrantes indocumentados na União Europeia (UE) dos últimos seis anos. Foram 40.300 passagens, de acordo com relatório da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex, sigla em inglês), divulgado nesta terça-feira (19).

Ainda segundo o levantamento da Frontex, foi verificado um aumento de 57% nas travessias de pessoas sem autorização de entrada nas fronteiras da UE, se comparado ao mesmo período do ano passado. Somente em março deste ano, os agentes registraram aproximadamente 11.700 imigrantes, cerca de 29% a mais do que no terceiro mês de 2021.

De acordo com a agência, a rota dos Bálcãs foi responsável por mais da metade das passagens de imigrantes. No total, foram detectadas 18.300 pessoas, o dobro do registrado de janeiro a março do ano passado, representando um aumento de 115%. A maior parte dos passageiros que tentaram atravessar sem autorização era da Síria e do Afeganistão, apontou o relatório.

A rota do Mediterrâneo Oriental também teve o dobro de entradas, se comparado ao primeiro trimestre de 2021. O Chipre foi o principal local de travessias, com 5,1 mil pessoas detectadas na fronteira, três vezes mais do que o mesmo período no ano passado. Os cidadãos nigerianos e congoleses foram os que mais realizaram o trajeto. Já os imigrantes do Marrocos e Guiné-Bissau, através da rota africana, representaram um acréscimo de 70% no mesmo período analisado pela Frontex.

O relatório não considera as entradas de cidadãos ucranianos através dos pontos de passagem da fronteira. Entretanto, as travessias de refugiados de guerra por pontos não autorizados somaram 950 casos em fevereiro e março, sendo, este último mês, o período com o maior número de ocorrências, chegando a 600 cidadãos verificados, um aumento de 12 vezes na comparação com março do ano passado, quando não havia a guerra no país.

A Frontex também divulgou as estatísticas de imigrantes que tentaram atravessar o Canal da Mancha para chegar da França ao Reino Unido. De acordo com a agência, o número triplicou em relação ao primeiro trimestre de 2021, com um total de 8,9 mil casos. Segundo o documento, metade dos imigrantes foram impedidos de partir, enquanto o restante foi resgatado pelas autoridades britânicas.

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