Reino Unido retira exigência de teste Covid-19 para viajantes vacinados


A partir das 4h da manhã do dia 11 de fevereiro, todos os viajantes vacinados contra a Covid-19 não vão mais precisar de um teste negativo para entrada no Reino Unido. A retirada da exigência foi anunciada pelo governo britânico no final da tarde de segunda-feira (24).

A única exigência, a partir da data, será o preenchimento online do Formulário de Localizador de Passageiros (PLF, sigla em inglês). Segundo comunicado das autoridades, o documento será simplificado, sendo necessário preencher o status de vacinação, histórico de viagem e detalhes de contato. Ainda de acordo com as novas regras, os viajantes terão até três dias antes do embarque (72 horas) para preencher o PLF.

Conforme o Departamento de Transportes, todas as vacinadas aplicadas no Brasil, inclusive a CoronaVac, são reconhecidas para fins de comprovação vacinal. A lista total é composta pelos imunizantes ​​Covaxin, Moderna, Janssen, Novavax,  AstraZeneca, Pfizer-BioNTech, Sinopharm Beijing e Sinovac-CoronaVac. Com exceção da Janssen, que só requer uma dose, uma pessoa é considerada totalmente vacinada 14 dias após a aplicação da segunda dose.

A comprovação da vacina deve ser feita através de um certificado. O site do governo britânico possui uma lista com as certificações exigidas para cada país. No caso do Brasil, a prova pode ser feita com o certificado emitido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em inglês, francês ou espanhol.

Já as crianças de 12 a 15 anos na Inglaterra poderão comprovar a vacina ou recuperação por meio do Sistema Nacional de Saúde (NHS). O documento estará disponível a partir do dia 3 de fevereiro.

Pessoas não vacinadas

As flexibilizações anunciadas hoje (24) também incluem as pessoas não vacinadas ou reconhecidas como não vacinadas. Apesar de ser mantida a obrigatoriedade de apresentação de um exame negativo no momento do embarque, segue em vogor a exigência de teste PCR nos primeiros dois dias após a chegada no Reino Unido. O viajante só terá de se isolar caso o resultado do exame seja positivo.  

Ainda de acordo com o comunicado, “o quadro estabelecido hoje pretende ser aquele que durará”. A justificativa, segundo o governo, é “o sucesso da implantação de vacinas e reforços do Reino Unido”. O documento ainda cita que a retirada dos testes significa uma economia de 100 libras “para uma família média”.

A medida também mira nas férias de primavera: “Este passo final em nosso retorno completo, estável e seguro às viagens internacionais é um grande impulso para o turismo do Reino Unido, liberando com antecedência a Grã-Bretanha para a crucial temporada de férias de meio período e primavera”, declarou Grant Shapps, secretário de Transportes.

A mudança nas regras de viagem do Reino Unido acompanha uma série de flexibilizações anunciadas na semana passada para a Inglaterra. O trabalho remoto (home office) deixou de ser recomendado, bem como o certificado de vacinação para acesso a bares e outros estabelecimentos deixou de ser obrigatório. 

Para Sajid Javid, secretário de Saúde e Assistência Social, agora a sociedade aprendeu a conviver com o vírus: “Entramos em um novo capítulo em nossa luta contra a Covid-19 e estamos adotando uma abordagem equilibrada à medida que aprendemos a viver com o vírus”, ressaltou Javid, que mencionou “o sucesso do programa de vacinação”.

Atualmente, 90,8% da população com mais de 12 anos está totalmente vacinada no Reino Unido, de acordo com dados do governo. Já a dose de reforço foi aplicada em 64,2% da população acima dos 12 anos. Segundo o mesmo relatório, houve uma queda de 6,8% nos casos positivos de coronavírus nos últimos sete dias, que teve uma média semanal de 652.679 resultados positivos. 

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