Certificado de vacinação deixa de ser obrigatório em eventos na Inglaterra

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou, nesta quarta-feira (19), que a Inglaterra não vai renovar as medidas de prevenção ao coronavírus. O governo vai adotar o chamado ‘’Plano A’’, abolindo o uso dos certificados de Covid-19 em eventos, máscaras e o trabalho remoto (home office). As medidas estavam em vigor desde o final de dezembro para conter o avanço da variante Ômicron.

Na nova abordagem à pandemia, pessoas que testarem positivo para Covid-19 poderão encerrar o período de isolamento após cinco dias, caso obtenham um teste negativo para a doença a partir do sexto dia. Essa recomendação seguirá em vigor até, pelo menos, o dia 24 de março. De acordo com Johnson, a decisão em avançar para uma nova estratégia se deve aos índices recentes, que apontam a diminuição dos casos de contágio: ‘’Nossos cientistas acreditam que é provável que a onda Ômicron tenha atingido o pico nacional’’, explicou o premiê na coletiva de imprensa.

Já a partir desta quinta-feira (20), o trabalho à distância deixa de ser recomendado. Como destaca o comunicado oficial, ‘’as pessoas devem agora falar com seus empregadores sobre as providências para retornar ao escritório’’. Também a partir de amanhã, não será mais necessário o uso de máscaras nas salas de aula, embora o acessório seja recomendado em locais onde muitos alunos estejam reunidos e durante o contato, especialmente entre pessoas que não se encontram com frequência. Nos ambientes escolares, a previsão é de que, aos poucos, seja liberado o uso da proteção facial nos espaços comuns. 

Já na próxima semana, dia 27 de janeiro, não será mais exigido por lei o certificado de Covid-19 nos estabelecimentos comerciais ou em eventos em toda a Inglaterra. Entretanto, nas demais localidades, fica a critério dos comerciantes solicitar o documento. 

A última medida a ser extinta será a que determina o uso de máscaras nos espaços comuns. De acordo com o primeiro ministro britânico, o equipamento não vai mais ser exigido em nenhum lugar ao fim do decreto. A data de expiração da normativa não foi mencionada por Boris Johnson no comunicado de hoje.

Nos locais fechados ou com aglomerações, será aconselhada a proteção facial, ‘’mas vamos confiar no julgamento do povo britânico e não criminalizar mais quem optar por não usar’’, pontuou Johnson. Ainda, no próximos dias, deve ser divulgado um plano que vai permitir o retorno de visitação às casas de repouso, que já é elaborado pela Secretaria de Saúde e Assistência Social.

Apesar do anúncio da liberação da maior parte das restrições, o governo observa que todos devem permanecer ‘’cautelosos’’ durante as últimas semanas de inverno, pois a ‘’pandemia não acabou’’. Assim, será possível colocar em prática a ‘’estratégia de longo prazo para viver com a Covid-19’’ e ‘’evitar restrições no futuro’’, sublinhou o primeiro-ministro.

Atualmente, 16 mil pessoas estão internadas com o coronavírus só nos hospitais da Inglaterra. De acordo com o mais recente relatório do Ministério da Saúde britânico, mais de 108 mil novos casos da doença foram registrados no Reino Unido nesta quarta-feira (19). O índice de pessoas infectadas, no entanto, caiu 37% na última semana. Segundo dados oficiais, 83,5% da população acima dos 12 anos já tomou ao menos duas doses da vacina contra a Covid-19. 

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