Escócia: nacionalistas vencem eleição e defendem saída do Reino Unido

A líder do partido, Nicola Sturgeon, defendeu um novo referendo para decidir o futuro do povo escocês. Foto: Divulgação/The SNP

A primeira disputa eleitoral realizada no Reino Unido desde que o Brexit entrou em vigor – em janeiro deste ano – pode trazer um novo referendo para tratar da independência da Escócia.

Com uma histórica quarta vitória do Partido Nacional Escocês (SNP), pró-independência, a primeira-ministra da Escócia e líder do partido, Nicola Sturgeon, defendeu neste sábado (8) um novo referendo para que a população escocesa possa decidir o seu futuro.

Os nacionalistas garantiram 64 cadeiras no Parlamento escocês – faltando uma para a maioria –, enquanto os conservadores alcançaram 31. “Dado o resultado desta eleição, simplesmente não há justificativa democrática para Boris Johnson ou qualquer outra pessoa que busque bloquear o direito do povo da Escócia de escolher nosso futuro”, disse a primeira-ministra em pronunciamento, enquanto a contagem dos votos ainda acontecia.

“Estamos enfrentando muitos mais anos de governos conservadores obcecados pelo Brexit de direita nos quais não votamos, levando-nos em uma direção que não escolhemos”, frisou.

Nicola salientou, ainda, que a Escócia tem o direito de decidir o próprio futuro quando a crise de Covid-19 passar. “A realização de um referendo não significa que a Escócia se tornará automaticamente independente. Essa será uma escolha para o povo da Escócia”, disse a líder do partido.

O primeiro referendo sobre a independência da Escócia ocorreu em 2014, quando a maioria votou pela permanência da união com o Reino Unido. O conservador Boris Johnson não se pronunciou publicamente sobre o tema até o momento.

Eleições no Reino Unido

A votação no Reino Unido, que foi realizada na quinta-feira (6), foi apelidada de “super quinta”, já que juntou eleições locais na Inglaterra, regionais na Escócia e País de Gales e a de um deputado. A contagem dos votos se estende ao longo deste final de semana.

No País de Gales, os trabalhistas devem permanecer no poder por mais cinco anos. Mark Drakeford continua como primeiro-ministro do país e seu partido conquistou 30 das 60 cadeiras no Parlamento galês.

Na Inglaterra, conservadores conquistaram destaque na contagem dos votos, com vitória em importantes regiões contra os trabalhistas. A contagem das eleições locais ainda não foi encerrada.

Em Londres, o trabalhista Sadiq Khan foi reeleito para comandar a prefeitura da Capital, derrotando o conservador Shaun Bailey. “É a maior honra da minha vida servir a cidade que amo por mais três anos”, disse Khan.

Compartilhar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.