Itália cria ‘certificado verde’ para liberar turismo de vacinados

A partir de 26 de abril de 2021, na “zona amarela”, restaurantes poderão atender clientes em mesas organizadas ao ar livre – Foto: Canva


Uma tentativa de retomar a recuperação econômica. Este é o principal motivo que levou a Itália a anunciar, nesta semana, um plano de retorno para diversas atividades comerciais e a criação de um “certificado verde de Covid-19”. Resumidamente, pessoas totalmente vacinadas poderão circular livremente em território italiano. Por “totalmente vacinado”, compreende-se aqueles que já receberam as duas doses de uma das vacinas atualmente autorizadas pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA, sigla em inglês), que são a Moderna, a AstraZeneca, a Pfizer-BioNTech e a J&J-Janssen. A medida entra em vigor na próxima segunda-feira (26).

Atestados de vacinação emitidos por países da União Europeia (UE) e de fora do bloco também serão aceitos na Itália, desde que o imunizante aplicado no viajante seja um dos aprovados pela EMA. Além do certificado, também poderão circular no território italiano pessoas que tenham se recuperado da Covid-19 recentemente. Tanto o passaporte para vacinados quanto o comprovante que atesta a recuperação da doença serão válidos por seis meses a partir da data de emissão.

Itália: veja as regiões que se encontram nas zonas “vermelha” e “laranja”

Imagem: Presidenza del Consiglio dei Ministri

Flexibilização por zonas

Atualmente, apenas três regiões estão na considerada “zona vermelha”, de maior risco epidemiológico na Itália: Puglia, Sardenha e Vale de Aosta. Todas as demais áreas estão na categoria “laranja”. A partir de 26 de abril, no entanto, a circulação da população será permitida entre as zonas “amarela” e “branca”, categorias que não contemplam nenhuma região atualmente.

No entanto, na mesma data (26), será permitido receber visitas à domicílio de até quatro pessoas na zona “amarela”, das 5 horas da manhã às 10 horas da noite. O mesmo vale para quem mora em uma “zona laranja”, desde que os visitantes residam no mesmo município do anfitrião. Na “zona vermelha”, visitas seguem proibidas.

Bares e restaurantes

A partir de 26 de abril de 2021, na “zona amarela”, restaurantes poderão atender clientes em mesas organizadas ao ar livre, tanto para almoço quanto para jantares, desde que sejam respeitados os limites horários locais. Em estabelecimentos de hotéis ou pousadas, não há limite de tempo, desde que o atendimento seja realizado apenas a pessoas hospedadas nos locais.

Na próxima segunda-feira, na zona amarela, também será possível retomar os espetáculos abertos ao público em salas de teatro, salas de concerto, cinemas e live-clubs, desde que sejam organizados com lugares pré-atribuídos e que garantam o distância social de pelo menos um metro entre os espectadores que não convivam socialmente, conforme recomendado pelos órgãos de saúde italianos. As mesmas regras valem para eventos esportivos a partir de 1º de junho.

Sistema educacional

De acordo com o Governo da Itália, a partir de segunda-feira, e até o final deste ano, “a prestação de serviços educativos à infância, jardim de infância, ensino básico (ensino básico), ensino secundário é assegurada em todo o país do primeiro grau (ensino médio)” e para pelo menos metade dos alunos “do ensino secundário ou do segundo grau (escolas secundárias, institutos técnicos etc.)”, diz o “Decreto de Reabertura” italiano.

Na zona vermelha, a atividade didática presencial é garantida até um máximo de 75% dos alunos e a possibilidade de realização de atividades presenciais é sempre garantida se for necessária a utilização de laboratórios ou para manutenção de um relação que cria a inclusão escolar efetiva de alunos com deficiência e necessidades educacionais especiais. Nas zonas amarela e laranja, a atividade presencial é garantida para pelo menos 70% dos alunos.

Na próxima semana, nas áreas “amarela” e “laranja”, as atividades das universidades decorrem essencialmente de forma presencial. Nas zonas “vermelhas”, o Governo da Itália recomenda que seja priorizado a presença de alunos do primeiro ano.

Casos de Covid-19 e vacinação

Desde o início da pandemia, a Itália já contabilizou 3,3 milhões de casos de Covid-19, que resultaram em 118.357 mortes, sendo 360 nas últimas 24 horas, conforme dados do Ministério da Saúde italiano.

O programa de imunização italiano já garantiu a aplicação de 16,5 milhões de vacinas no país, que já conta com 4,8 milhões de pessoas totalmente imunizadas. A vacina da Pfizer-BioNTech corresponde a 67% de todos as vacinas já aplicadas na Itália, seguida da AstraZeneca, Moderna e a recém aprovada Janssen, respectivamente.

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