Reino Unido vai usar Exército para distribuir combustíveis em postos


A partir de segunda-feira (4), 200 militares farão a distribuição de combustíveis nos postos do Reino Unido. O anúncio foi realizado pelo governo britânico neste sábado (2), através de comunicado. A medida faz parte de uma “ação mais ampla do governo para aliviar ainda mais a pressão sobre os postos de gasolina”. Dos 200 profissionais do Exército, metade são motoristas.

De acordo com as autoridades, apesar de a situação ter se estabilizado ao longo da semana, ainda existem regiões do país que enfrentam a crise no abastecimento do produto. O governo alega que a falta de motoristas para o transporte é causada “pela pandemia e pela recuperação da economia global em todo o mundo”.

Conforme Steve Barclay, ministro de gabinete, a situação deve ser normalizada em breve: “Se as pessoas continuarem a voltar aos seus padrões normais de compra, veremos filas menores e evitaremos o fechamento dos postos de gasolina”, esclareceu Steve no comunicado. 

Além do apoio dos militares, que estarão na estrada entregando suprimentos de combustível a partir da próxima semana, o escritório de Imigração anunciou novos vistos para motoristas. A medida, de acordo com o comunicado, é imediata.

As autoridades irão permitir que até 300 profissionais da área atuem temporariamente no país. As transportadoras serão responsáveis pelo recrutamento e envio dos documentos para o escritório do governo. A licença será válida até o final de março de 2022.

Além disso, outra contratação temporária será de motoristas de alimentos. No final de outubro, o país espera receber 4,7 mil profissionais, que poderão trabalhar no Reino Unido até o final de fevereiro do próximo ano.

Também serão contratados 5,5 mil avicultores, que terão permissão para atuar no país até o dia 31 de dezembro. A iniciativa tem objetivo de  “garantir a estabilidade da cadeia de abastecimento do Reino Unido no período que antecede o Natal”.

Ao mesmo tempo, o governo afirma que as medidas são de curto prazo e que os vistos temporários “não são a solução”. As autoridades esperam que os empregadores façam “investimentos de longo prazo na força de trabalho doméstica do Reino Unido, em vez de depender de mão de obra estrangeira para construir uma economia com altos salários e alta qualificação”. 

Além da crise no setor de transportes que afetou os postos de combustíveis, o país enfrenta falta de alguns produtos alimentícios nos supermercados nas últimas semanas.

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