União Europeia sinaliza para fim do uso de máscaras em voos


Autoridades de saúde da União Europeia (UE) deixaram de recomendar que todos os passageiros utilizem máscaras cirúrgicas em voos e aeroportos. A partir de agora, as companhias aéreas devem seguir as regras de cada país. A mudança foi anunciada nesta quarta-feira (11) e entra em vigor na próxima segunda-feira (16).

Na prática, isso significa que os passageiros devem checar os requisitos para viagens diretamente com a companhia aérea. A mudança foi anunciada pelo Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças (ECDC, sigla em inglês) e pela Agência para a Segurança da Aviação da União Europeia (EASA).

“Nossa recomendação é seguir o que os Estados-Membros aconselham para o público em geral”, detalha o ECDC em resposta ao Agora Europa. No entanto, os especialistas em saúde da UE seguem recomendando o uso do modelo PFF2 em “passageiros vulneráveis”.

“As regras para máscaras, em particular, continuarão a variar de acordo com a companhia aérea após essa data [dia 16/5]. Por exemplo, os voos de ou para um destino onde o uso de máscaras ainda é necessário no transporte público devem continuar incentivando o uso de máscaras”, explicam. Atualmente, alguns países continuam com a obrigatoriedade do uso de cobertura facial nos meios de transporte, como é o caso de Portugal e Itália.

A mudança na recomendação leva em conta “os últimos desenvolvimentos da pandemia”. Segundo as autoridades, a decisão considera os índices de vacinação e a imunidade natural, além da diminuição das restrições em vários países europeus. Esse é o caso da Irlanda, por exemplo, onde não é mais solicitado o uso de máscaras desde fevereiro.

“Para muitos passageiros, e também para os membros da tripulação aérea, há um forte desejo de que as máscaras não sejam mais uma parte obrigatória das viagens aéreas. Estamos agora no início desse processo”, declarou Patrick Ky, diretor executivo da Agência para a Segurança da Aviação da União Europeia.

A diretora do ECDC, Andrea Ammon, destacou, porém, que a possibilidade de contaminação ainda existe: “Embora os riscos permaneçam, vimos que intervenções não farmacêuticas e vacinas permitiram que nossas vidas começassem a voltar ao normal”. A especialista recomenda o distanciamento físico e a higiene das mãos, como alguns “dos melhores métodos de reduzir a transmissão [da Covid-19]”.

Avisos com antecedência

O ECDC destacou ainda que as mudanças implementadas pelas companhias aéreas devem ser informadas aos passageiros com antecedência: “As regras e requisitos dos Estados de partida e destino devem ser respeitadas e aplicadas de forma consistente, e os operadores de viagens devem ter o cuidado de informar os passageiros sobre quaisquer medidas necessárias em tempo hábil”, salienta o comunicado.

Nos aeroportos, os viajantes são incentivados a manter o distanciamento social. Por outro lado, as autoridades destacam que os operadores desses locais devem adotar abordagens que evitem aglomerações em determinadas áreas com grande fluxo de passageiros.

Já no que diz respeito aos formulários de localização de passageiros, a orientação é para que as companhias aéreas mantenham sistemas de coletas de dados para o caso de surgimento de variantes do coronavírus, por exemplo. Em países como Itália e Portugal o formulário não é mais exigido pelos governos locais.

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