Covid-19: União Europeia recomenda segunda dose de reforço para idosos

Idosos com 60 anos ou mais devem tomar a segunda dose de reforço contra a Covid-19. Essa é a recomendação do Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, sigla em inglês), endereçada aos países do bloco nesta segunda-feira (11). A nova orientação, que já estava em vigor para pessoas com 80 anos ou mais, segue o aumento dos casos de contaminação e internações em função do vírus na União Europeia (UE).

Na semana que terminou em 3 de julho, a taxa de novos casos do coronavírus entre idosos com 65 anos ou mais aumentaram em 22 dos 24 países que disponibilizaram dados sobre a doença. Em média, houve um aumento de 32% em relação à semana anterior no bloco: “O aumento da transmissão entre os grupos etários mais velhos está começando a se traduzir em aumento das taxas de doença grave”, reporta a ECDC.

A agência de saúde europeia afirma que os países já podem iniciar as campanhas de vacinação para os grupos com 60 anos ou mais com as vacinas que já estão disponíveis. O intervalo mínimo entre as doses de reforço deve ser de quatro meses. Segundo o centro, os trabalhadores da área da saúde “em instituições de longa permanência podem receber uma segunda dose de reforço para sua própria proteção se pertencerem a qualquer grupo priorizado com base na idade ou vulnerabilidade médica. Residentes em instituições de longa permanência devem receber todas as doses de reforço recomendadas de acordo com esta orientação”.

Por enquanto, não há evidências epidemiológicas que justifiquem a administração da segunda dose de reforço para pessoas com menos de 60 anos. A ECDC defende ainda que os Estados-Membros da UE devem se preparar para uma nova onda de casos de Covid-19 no próximo outono.

A adoção das recomendações da agência é de responsabilidade e escolha dos países que compõem o bloco. Na União Europeia e no Espaço Económico Europeu (EEA), 83,4% da população acima dos 18 anos completou a primeira fase de imunização contra a Covid-19, que representa duas injeções das vacinas. Ao todo, 63.6% da população também recebeu a primeira dose de reforço e 3,9% foi imunizada com a segunda.

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