Reino Unido retira oito países da lista vermelha, mas mantém Brasil


O governo do Reino Unido anunciou, no final da tarde desta sexta-feira (17), uma flexibilização no sistema de viagens e a retirada de oito países da lista vermelha. O Brasil, no entanto, segue na lista com as restrições máximas. 

Segundo o Departamento de Transportes, estão permitidos de entrarem no território somente os cidadãos britânicos ou irlandeses, além das pessoas com “direito de residência” no Reino Unido. Nas 48 horas anteriores ao embarque, um formulário online precisa ser preenchido. 

Também está mantida a obrigatoriedade de um teste negativo para coronavírus antes da viagem. Além disso, é necessária a quarentena em um hotel durante 10 dias. O custo do isolamento é de aproximadamente 16 mil reais e precisa ser pago pelo viajante. A reserva deve ser feita com antecedência.

As medidas são válidas mesmo para passageiros autorizados que tenham a vacinação completa, conforme as regras divulgadas. Está prevista prisão de até 10 anos e multa de até 10 mil libras, o equivalente a cerca de 71 mil reais, para os viajantes que mentirem sobre os países onde estiveram nos últimos 10 dias. Outra penalidade, de mesmo valor, pode ser aplicada para quem descumprir a quarentena.

Desde o início das restrições de viagem, o Brasil se manteve na lista vermelha. Na semana passada, um grupo de brasileiros residentes no Reino Unido criou uma petição oficial que solicita a retirada do território brasileiro da lista vermelha.

Pela lei britânica, petições com 100 mil assinaturas “são quase sempre debatidas” no Parlamento. Atualmente, o documento conta com 16 mil assinaturas. Apenas cidadãos britânicos ou pessoas com residência no país podem assinar o documento.

Mudança no sistema de semáforos

Como forma de facilitar a entrada de viajantes, o governo decidiu eliminar a lista “âmbar”. A partir de 4 de outubro, os países serão divididos apenas em “verde”, com regras que podem variar conforme o status de vacinação, além da lista “vermelha”, onde está o Brasil atualmente. O ministro dos Transportes, Grant Shapps, classificou as mudanças como “um equilíbrio certo para gerenciar o risco à saúde pública como prioridade número um”. 

No caso dos passageiros de países autorizados, as pessoas vacinadas com imunizantes reconhecidos pelo governo britânico não precisarão de exame Covid-19 antes do embarque, mas é necessário que façam o teste na chegada ao território. O exame precisa ser reservado e pago antecipadamente.

Já os viajantes não vacinados, parcialmente vacinados ou vacinados com imunizantes não reconhecidos pelo governo, devem fazer um teste negativo três dias antes da viagem. É necessário ainda realizar outros dois exames, um no segundo dia após a chegada e outro no oitavo dia. É obrigatória também uma quarentena de 10 dias no lugar escolhido pelo viajante, seja hotel ou residência. O isolamento pode ser encerrado no quinto dia, caso seja realizado um novo exame com resultado negativo.

Compartilhar

1 Comment

Não é possível deixar seu comentário no momento.