Reino Unido autoriza extradição de Julian Assange para os Estados Unidos


A Secretaria de Estado do Reino Unido autorizou, na manhã desta sexta-feira (17), a extradição para os Estados Unidos do fundador do site WikiLeaks e jornalista, Julian Assange. A decisão, segundo Priti Patel, titular da pasta, é baseada nas considerações da Corte de Magistrados e do Tribunal Superior britânico.

De acordo com a Anistia Internacional, se enviado para os Estados Unidos, Assange pode responder por espionagem e receber sentenças que somam até 175 anos de prisão: “Os promotores americanos afirmam que ele conspirou com um denunciante [Chelsea Manning] para obter informações confidenciais”, defende a Anistia.

O australiano Julian Assange, que está desde 2019 detido em Londres, tem 14 dias para recorrer da determinação judicial. O ativista só será entregue aos Estados Unidos quando todas as possibilidades judiciais se esgotarem para o jornalista.

A página oficial do Wikileaks lamentou a decisão e afirmou que “este é um dia obscuro para a liberdade e democracia britânica”. A organização defende ainda que “Julian não fez nada de errado. Ele não cometeu crime algum e não é um criminoso. Ele é um jornalista e escritor, que tem sido punido por fazer o seu trabalho”.

A Secretaria de Estado do Reino Unido, em concordância com a Justiça, considera que a extradição de Assange não é “injusta ou abusiva”, assim como não coloca em risco os direitos do ativista de receber “um julgamento justo”. O Departamento de Justiça americano afirma que o ativista, desde a fundação do site WikiLeaks, em 2006, tem agido em parceria com hackers para acessar, de forma ilegal, computadores privados e informações confidenciais de instituições governamentais, como a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a Agência Central de Inteligência (CIA), o Exército americano, dentre outras.

Compartilhar