Inflação acumulada atinge recorde histórico e bate 10% no Reino Unido

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) no Reino Unido subiu 10,1% nos últimos 12 meses. Isso significa, por exemplo, que o poder de compra dos residentes da terra da rainha perdeu força em comparação com julho do ano passado. Essa é a maior taxa de inflação anual desde que se iniciaram os registros no território britânico, em janeiro de 1997.

De acordo com os dados do boletim divulgado pelo Gabinete Nacional de Estatísticas (ONS, sigla em inglês), os custos com habitação e serviços domésticos estão entre os vilões da inflação acumulada no Reino Unido, seguidos pelas despesas com transportes, alimentação e bebidas. Ainda de acordo com o boletim, dados estimados sugerem que esse deve ser o índice mais alto dos últimos 40 anos no território britânico, perdendo somente para a taxa de 11% atingida em janeiro de 1982.

Já o Índice de Preços ao Consumidor, incluindo os custos de habitação dos ocupantes proprietários (IPCH), aumentou 8,8% ao ano em julho. A taxa vem crescendo significativamente desde abril de 2020, quando se iniciaram as quarentenas pela Covid-19, no qual o índice ficou abaixo de 1,2%. O IPCH atual também é o mais alto desde que se iniciaram os registros no país, em janeiro de 2006.

Tanto o IPC quanto o IPCH subiram 0,6% em julho de 2022. As taxas mensais de ambos foram as mais altas entre junho e julho desde 1988, quando se iniciaram os registros.

Medidas para conter queda no poder de compra

Se, por um lado, a inflação não para de corroer o salário dos trabalhadores britânicos; por outro, o governo inglês tenta minimizar os seus efeitos. Para reduzir os gastos com transportes, Reino Unido lançou, em abril, mais de um miilhão de tickets de trem com descontos de até 50%. Além disso, no mesmo mês, o governo britânico lançou um pacote de ações no valor de 9,1 bilhões de libras para auxiliar 28 milhões de famílias a pagarem a conta de energia elétrica.

Outra medida é a lei proposta que pretende flexibilizar as regras de contratação de profissionais, a fim de que funcionários que recebem abaixo do salário mínimo possam ter mais de um emprego. A medida foi anunciada em maio deste ano e ainda aguarda aprovação.

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